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São Paulo faz torcida viajar no tempo e vence torneio de lendas

15/12/2019 18h05

O São Paulo proporcionou uma viagem no tempo aos pouco mais de 24 mil torcedores que foram ao Morumbi neste domingo. Com Muricy Ramalho comandando ídolos de diferentes gerações - sobretudo a multi-campeã entre 2005 e 2008 -, o Tricolor bateu Bayern de Munique (2 a 0, na semifinal, com gols de Falcão e Fabão) e Barcelona (3 a 0, na final, com dois gols de Dagoberto e um de Fabão) e foi campeão da Legends Cup, torneio de lendas idealizado por Diego Lugano e disputado pela primeira vez em 2019.

O são-paulino, que gritou "nosso freguês voltou" e "olé" para o Barça, revisitou diferentes memórias ao longo da tarde. Desde detalhes pequenos, como o fato de Richarlyson puxar a fila na entrada em campo, até a reedição de cenas históricas: o segundo gol da final deste domingo foi praticamente idêntico ao segundo gol da final da Libertadores de 2005, contra o Athletico-PR, com Cicinho batendo escanteio da direita e Fabão cabeceando para o gol. Na semifinal contra o Bayern, Fabão já havia feito o tricolor mais fanático lembrar de outro jogo especial ao comemorar seu gol exatamente como comemorou aquele que marcou no empate por 1 a 1 contra o Athletico-PR que garantiu o título brasileiro de 2006.

Foi possível ver Muricy Ramalho montando o São Paulo com dois ou três zagueiros, auxiliado por Carlinhos Neves, preparador físico com várias passagens pelo Morumbi, sendo a última em 2019; os sempre polivalentes Souza, Jorge Wagner e Richarlyson atuando em diferentes posições; Mineiro reeditando a ótima dupla com Josué e dando chapéu em Zé Roberto, atual assessor técnico do Palmeiras, que atuou pelo Bayern; Dagoberto e Fabão sendo decisivos em jogos importantes; Muller desafiando seu talento apesar das limitações causadas pela idade; e até Silas e Careca, esses de gerações mais antigas, em campo por alguns minutos.

A festa só não foi completa porque Rogério Ceni, que foi convidado e era esperado no Morumbi, não conseguiu comparecer - ele está em Teresópolis fazendo o curso da CBF para tirar a Licença Pro de treinadores. Raí, outro membro do olimpo tricolor, apareceu em campo uniformizado antes do torneio, mas nem ficou no banco.

A ideia de Lugano, superintendente de relações institucionais do Tricolor, é manter uma equipe de lendas do clube em atividade a partir de agora.

JOGO A JOGO, COMO FOI O TORNEIO:

Semifinal 1 - Barcelona 2 x 0 Borussia Dortmund

Os espanhóis garantiram vaga na final com gols de Giuly e Mendieta e grande atuação de Giovanni, ídolo do Santos.

Semifinal 2 - São Paulo 2 x 0 Bayern de Munique

O melhor jogo da tarde, muito mais intenso e pegado do que o anterior, com direito a entradas duras, discussões e até expulsões. O brasileiro Paulo Sérgio, do Bayern, trocou empurrões com Josué após um carrinho e ambos precisaram ser contidos - Lugano, acredite, estava na "turma do deixa disso". Já Dagoberto foi expulso após se desentender com o lateral-esquerdo do Bayern, que também recebeu cartão vermelho.

O São Paulo marcou os dois gols no segundo tempo - cada etapa das partidas tinha 25 minutos de duração. No primeiro, Dagoberto chutou na trave após cruzamento de Jorge Wagner e Falcão conferiu no rebote. No segundo, Cicinho cobrou falta da esquerda, Bordon escorou no segundo pau e Fabão completou.

Muricy escalou o time com Zetti, Fabão, Lugano e Richarlyson; Souza, Mineiro, Josué e Jorge Wagner; Denilson, Dagoberto e Aloísio.

Roger, Bordon, Leandro Guerreiro, Cicinho, Muller, Careca e Silas entraram no decorrer do jogo.

3º lugar - Borussia Dortmund 3 x 2 Bayern de Munique

Enquanto os são-paulinos esperavam pela final, essa partida agitou alguns poucos torcedores das equipes alemãs nas arquibancadas. O Borussia abriu 3 a 0 com dois gols de Lucas Barrios (uma das poucas "lendas" que ainda não se aposentaram do futebol) e Koller. O Bayern encostou, com gols de Misimovic e Olic, mas não conseguiu empatar.

Final - São Paulo 3 x 0 Barcelona

Muricy escalou Roger, Fabão, Lugano e Bordon; Cicinho, Josué, Richarlyson e Jorge Wagner; Dagoberto, Denilson e Aloísio para uma partida que foi bem menos pegada do que a anterior.

Superior durante praticamente todo o tempo, o Tricolor marcou dois gols no primeiro tempo. Dagoberto abriu o placar cobrando pênalti sofrido por Denilson após pivô de Aloísio e Fabão, imitando aquele gol da Libertadores de 2005, fez o segundo. Já no fim, Dagoberto aproveitou lançamento de Souza e fez mais um, tocando por cobertura na saída do goleiro.

Souza, Muller, Silas, Careca e Ronaldão entraram no decorrer desta partida.

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