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Marcos Assunção critica escassez de gols de falta na atualidade

24/06/2019 16h53

Ex-jogador de Palmeiras, Santos e Betis-ESP, Marcos Assunção foi um dos grandes cobradores de falta do futebol brasileiro. Ao LANCE!, Assunção relembrou seu período vitorioso no clube espanhol e também criticou a escassez de gols em cobranças de falta na atualidade.

- Essa escassez (de gols de falta) se refere a falta de treinamento. Os jogadores estão treinando pouco. Os fisiologistas, os massagistas, têm uma certa interferência, eles têm medo de que os jogadores se machuquem. Na minha época, tinha fisiologista, fisioterapeuta, o próprio Felipão (treinador no Palmeiras), que mandavam eu ir para o vestiário e eu discutia, falava que queria treinar, para que no jogo eu pudesse ter essa facilidade, e confiança de em uma única bola ter que fazer o gol - pontuou Assunção, que também analisou o desempenho atual dos jogadores nas cobranças atuando no Brasil:

- Não dá para falar que tem um batedor de falta hoje porque não tem. Antigamente você tinha o Marcelinho Carioca, Ronaldinho, Neto, Rogério Ceni, Juninho Pernambucano, Pet... Cada jogo tinha um gol de falta. Hoje em dia não. Hoje em dia tem três batedores que demoraram quatro, cinco, seis jogos para marcar um gol de falta - analisou, durante evento do Campeonato Espanhol em um shopping do Rio de Janeiro.

RESPEITO NO BETIS

O meia teve uma grande passagem pelo Betis, clube que defendeu de 2002 a 2007 e se tornou um dos grandes ídolos. O ex-jogador relembrou o período vitorioso na equipe e comentou como é seu relacionamento com os torcedores do Betis e os demais torcedores espanhóis.

- A recepção (em Sevilla) é calorosa. Ando pela cidade e tem torcedor do Betis e do Sevilla que lembram de mim com muito carinho. Sempre fomos jogadores de um bom caráter, independente do dérbi, a gente tratava o adversário com muito respeito. Aqui no Brasil, se eu vou no São Paulo ou no Corinthians as torcidas me tratam bem, pois sempre tive muito respeito com meus adversários. Graças a Deus vou na Espanha, na Itália e sou sempre bem tratado. No Betis me tratam da melhor maneira possível, isso que eu queria para minha carreira - finalizou.

*sob a supervisão de Hugo Mirandela

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