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Presidente do Santos nega pedido de Sampaoli para priorizar a Vila Belmiro

19/05/2019 09h09

Visando bilheteria e lucro, o presidente José Carlos Peres recusou o pedido do técnico Jorge Sampaoli para priorizar os jogos do Santos na Vila Belmiro. O argentino explicou que se sente melhor em casa e que, se dependesse dele, todos as partidas ocorreriam na Baixada Santista.

Porém, embora Sampaoli tenha dado seu ponto de vista, o dirigente reafirmou que irá enviar 50% dos duelos para a capital por conta do grande número de santistas e que o cansaço que dizem sentir por conta das viagens à São Paulo é uma "pendenga".

"Enxergo o seguinte: equipe estava cansada, fez um treino na casa de um coirmão. Não enxergo como jogar na Vila ou São Paulo, estádio não tem a ver com isso. Grandes equipes ganham em qualquer lugar. Na Vila, Pacaembu, Maracanã ou Anfield. É 50% em Santos e em São Paulo, não fugiremos disso. Vamos satisfazer torcida de São Paulo, muito grande, e Santos", declarou Peres, que pediu mobilização dos santistas da Baixada.

"Se a Vila lotasse todo jogo, com 14 ou 15 mil, não precisaria jogar em São Paulo. Preciso de receita. Futebol é profissional, não temos uma grande empresa por trás que nos ajuda, então temos que jogar em São Paulo. Hoje teve 32 mil aqui. Torcida do Santos em São Paulo também tem que lotar", explicou Peres.

"Dependemos de renda. Isso de Santos e São Paulo é pendenga, não cansa ninguém. Equipe campeã brasileira em 2004 concentrava em Santos e subia a serra no dia do jogo. Isso de São Paulo não se justifica. Santos e São Paulo são salutares para o Santos. Santos tem boa torcida em Santos e grande torcida em São Paulo. Vamos jogar em Santos e em São Paulo", acrescentou.

No Pacaembu a média de público pagante é de em torno de 15.500 torcedores em nove jogos nesta temporada, o que gera uma renda bruta de R$ 4.577,363. Já na Vila Belmiro, em quatro jogos a média de santistas foi de 9 mil e renda de R$ 1.249,112.

"Não se investe no valor que o Santos merece"

À frente das negociações do Santos, já que o clube está sem o executivo de futebol Renato atuando por conta de problemas familiares, o presidente José Carlos Peres explicou a situação do patrocínio máster logo após a derrota por 4 a 0 contra o Palmeiras, no último sábado, no Pacaembu.

O dirigente explicou que, apesar do clube depender do máster financeiramente, a diretoria busca não aceitar valores baixos e considerados "pífios". Inclusive, o mandatário já se reuniu com algumas empresas, como o Banco BMG, junto do executivo Marcelo Frazão, mas as conversas ainda são iniciais.

"Patrocínio máster teve queda de valor. Ano difícil. Não é só no futebol, futebol é o menos afetado sempre. Futebol entrou no rol, não se vai ao estádio faltando leite. Empresas passam por limitações de orçamento. E na limitação, não se investe no valor que o Santos merece. Tivemos duas equipes que aceitaram patrocínios pífios, baixos, três vezes menos que recebiam. Não podemos fazer isso pois dependemos do máster. Estamos conversando para chegar num valor que não nos prejudique tanto", afirmou

Atualmente o Santos tem a Orhopride, Kodilar, Unicesumar, Algar e Philco estampados em seu uniforme.