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Organizada repudia ataque a ônibus, mas critica Felipão, Mattos e elenco

11/04/2019 15h19

Depois das pichações no Allianz Parque e do ataque ao ônibus do Palmeiras na chegada ao estádio para o jogo de ontem contra o Junior de Barranquilla, pela Libertadores, a Mancha Alvi Verde, principal organizada ligada ao clube, se manifestou em nota. A torcida repudiou o ato contra a delegação, mas fez cobrança ao diretor de futebol Alexandre Mattos, ao técnico Luiz Felipe Scolari e a jogadores, inclusive contestando recentes aumentos salariais - Dudu e Bruno Henrique receberam esse acréscimo.

"Atire a primeira pedra quem nunca errou? Assumimos os nossos erros e falhas. Quando os erros e falhas são nossos. A Mancha Alvi Verde não compactua com as 'pedradas' de ontem. E também não aceitamos esse pré-julgamento feito pela mídia e sociedade de acusar sem provas e sempre envolver o nome da nossa entidade", publicou a torcida.

"Nítido que não tivemos padrão técnico nos jogos do Paulista e Libertadores. Essa 'pedrada' é do Felipão, que voltou a ser rabugento, teimoso e prepotente. Nas suas coletivas não assume que o time foi mal e ainda elogia em derrotas vergonhosas em clássicos dentro de casa", continuou a nota.

"Outra 'pedrada' que tem dono é da nossa diretoria e Alexandre Mattos. Novamente contratações caras, duvidosas e sem necessidade para as posições que vieram. Foi refém de dois jogadores dando aumento de salário fora da realidade nacional", manifestou-se a Mancha, em referência a Dudu e Bruno Henrique, que receberam sondagens da China e tiveram seus salários ampliados para permanecerem no começo desta temporada.

"A impressão que temos é que perdeu-se o vestiário. Quem ganha 'somente' R$ 300 mil não se entrega e não se envolve de fato, e quem ganha R$ 1 milhão não joga para merecer tanto. (...) Que esse elenco pipoqueiro, que coleciona inúmeras eliminações nos últimos anos no nosso estádio, comece a jogar bola e respeite a nossa camisa".

Ontem, os muros do Allianz Parque amanheceram pichados, inclusive com ataques à Mancha, que recebeu investimentos da Crefisa, também patrocinadora do Palmeiras, para o desfile que conquistou o Carnaval paulistano neste ano. A assinatura das mensagens tinha a inscrição "ZL". No clube, acredita-se que os atos têm a ver com um racha interno da organizada.

O ônibus do Palmeiras foi atacado enquanto levava a delegação para enfrentar e vencer o Junior por 3 a 0, ficando a um ponto de confirmar sua classificação para as oitavas de final da Libertadores. Na manhã de hoje, a esposa de Felipe Melo publicou vídeo dizendo que tinha acabado de encontrar um caco de vidro nas costas do volante.

A respeito do ataque ao ônibus, somente o técnico Luiz Felipe Scolari e o volante Bruno Henrique falaram, em entrevista coletiva obrigatória no regulamento da Conmebol após jogos da Libertadores. Felipão disse que "ninguém tem medo de bandido" no clube. Nenhum outro jogador ou dirigente deu entrevista.

Em nota, o Palmeiras condenou o ataque e disse que irá colaborar com a Polícia Militar para entender quem atacou o ônibus da delegação antes do jogo e cogitava fazer uma emboscada depois do confronto. Ainda há poucos detalhes sobre o caso, que fez jogadores e comissão técnica saírem com um esquema de segurança especial do Allianz Parque. Duas pessoas já foram presas.

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