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Mais uma final: saiba como Palmeiras e São Paulo "monopolizam" a base

Dividida entre jogadores de Palmeiras e São Paulo na Super Copa sub-20, no Morumbi - Afonso Pastore/saopaulofc.net
Dividida entre jogadores de Palmeiras e São Paulo na Super Copa sub-20, no Morumbi Imagem: Afonso Pastore/saopaulofc.net

16/12/2018 07h20

O São Paulo, campeão da Copa do Brasil e da Supercopa Sub-20, e o Palmeiras, campeão paulista e do Campeonato Brasileiro da categoria, disputarão o título da Copa RS neste domingo, às 11h30, no Complexo da PUC-RS. Será mais um capítulo do "domínio" dos dois clubes nas categorias de base.

Em 2018, todos os principais torneios de base nacionais tiveram um ou outro na final - ou os dois. O São Paulo perdeu a decisão da Copa São Paulo Júnior para o Flamengo e venceu a Copa do Brasil Sub-20 diante do Corinthians, enquanto o Palmeiras superou o Vitória para ser campeão do Brasileiro da categoria. Há 20 dias, o São Paulo bateu o Palmeiras nos pênaltis e foi campeão da Supercopa Sub-20, que reunia os campeões da Copa do Brasil e do Brasileiro e valia vaga para a Libertadores da categoria em 2019.

No Paulistão, a única categoria que não teve Choque-Rei na decisão foi a sub-20, em que o Palmeiras sagrou-se campeão diante do Corinthians. Os rivais se enfrentaram nas decisões do sub-11 (deu São Paulo), sub-13 (deu Palmeiras), sub-15 (deu São Paulo) e sub-17 (deu Palmeiras).

Há um ano, a final da Copa RS Sub-20 também foi disputada por ambos. Melhor para o São Paulo, que venceu o jogo por 4 a 3 e conquistou o título desta competição pela terceira vez seguida.

Os bons resultados não aparecem à toa. Os dois clubes têm trabalhos bem consolidados na base. O São Paulo tem uma estrutura de altíssimo nível no Centro de Formação de Atletas Laudo Natel, inaugurado em 2005, em Cotia, enquanto o Palmeiras tem modernizado seu CT em Guarulhos desde 2015. Nas duas equipes, é comum ver garotos em intercâmbio nos treinos da equipe profissional, o que facilita a transição.

Talvez a maior diferença esteja na postura dos clubes no mercado. O Palmeiras, capitaneado por Alexandre Mattos, adotou a filosofia do "é bom? Contrata". O clube criou um departamento de captação e estabeleceu uma rede de contatos para ter em suas categorias de base o maior número possível de jovens destaques. Há atletas contratados já para o sub-20, com pouco tempo para jogar na base. O zagueiro Pedrão, que já atuava até pelo profissional do Água Santa, é um exemplo: veio por empréstimo, foi muito bem no sub-20 e acabou promovido ao profissional após ser comprado. O baiano João Paulo Sampaio é o dirigente responsável pela base alviverde, em substituição a Erasmo Damiani, contratado para dar início a essa reestruturação.

Já o São Paulo vai menos ao mercado e prioriza o desenvolvimento dos garotos desde crianças. O clube tem uma gama de atletas observados com menos de 13 anos, idade em que os melhores começam a ser alojados em Cotia. Com uma série de critérios, o clube tenta medir a capacidade atual dos jogadores e o potencial para o futuro. Dessa forma, decide quem fica no clube e quem sai. Pedro Smania é o dirigente que responde pela base tricolor.

O Sul-Americano Sub-20, em janeiro, terá seis atletas do Palmeiras e quatro do São Paulo a serviço da seleção brasileira. O atacante Papagaio, o zagueiro Vitão, os meio-campistas Gabriel Menino, Gabriel Furtado e Alan Guimarães e o lateral-esquerdo Luan Cândido representarão o Palmeiras, enquanto o zagueiro Walce, o volante Luan, o meia Igor Gomes e o atacante Toró foram chamados pelo Tricolor.

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