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Filha de Maradona diz que pai 'não teve morte digna' e aponta culpados

Dalma Maradona e Diego Maradona - Reprodução/Instagram
Dalma Maradona e Diego Maradona Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL, em Santos (SP)

27/04/2023 09h59Atualizada em 27/04/2023 10h33

Dalma Maradona, filha mais velha do ex-jogador Diego Armando Maradona, afirmou que seu pai não teve uma morta digna e prometeu ir até às últimas consequências para punir os responsáveis.

Últimas consequências. "O meu papai não teve uma morte digna e vamos até às últimas consequências. Seja por ordem de alguém ou por inaptidão, eles não fizeram seus trabalhos".

Sobre os culpados. "Eles não conseguem olhar na minha cara (...) Estaremos [ela e as outras irmãs] presentes nas audiências. Eu e a Gianinna vamos representá-lo".

Justiça. "Cada dia sem o meu papai é um sofrimento. Vamos completar três anos. A justiça na Argentina é assim".

Confiança. "Só nos resta acreditar, nos sentimos muito bem representadas por Fernando Burlando, temos confiança que a justiça será feita".

As declarações foram dadas em seu programa de rádio, Un Día Perfecto, transmitido pela emissora Radio Metro.

Julgamento ainda sem data

Maradona morreu aos 60 anos no dia 25 de novembro de 2020 na cama, convalescendo de uma cirurgia após sofrer um hematoma na cabeça em um acidente doméstico.

A justiça argentina ainda irá julgar os oito profissionais de saúde acusados de negligência criminosa e imperícia na morte do craque.

Os acusados devem ser julgados entre 2024 e 2025.

Os promotores acusam a equipe médica e de enfermagem de "homicídio simples com dolo eventual", quando a pessoa não tem a intenção, mas acaba contribuindo a morte de alguém. O crime na Argentina contempla penas de prisão de oito a 25 anos.

No banco dos réus deverão estar o neurocirurgião Leopoldo Luciano Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, a médica coordenadora Nancy Forlini, o coordenador de enfermagem Mariano Perroni, o médico clínico Pedro Pablo Di Spagna e os enfermeiros Ricardo Omar Almiron e Dahiana Gisela Madrid.

O magistrado menciona que neles havia "ausência de interposição de qualquer ação salvadora que pudesse evitar a morte".

De acordo com a autópsia, o ídolo do Boca Juniors e do Napoli morreu de "edema agudo de pulmão secundário à insuficiência cardíaca aguda".

Os estudos toxicológicos deram resultado negativo para a presença de álcool ou drogas, embora psicofármacos (substâncias que tratam o sistema nervoso central) tenham sido detectados.