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Flamengo já faz planos sem Renato e deve promover mais mudanças no futebol

Renato Gaúcho e Arrascaeta antes da prorrogação na final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo - AFP
Renato Gaúcho e Arrascaeta antes da prorrogação na final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo Imagem: AFP

Leo Burláo

Do UOL, no Rio de Janeiro

28/11/2021 04h00

Classificação e Jogos

A iminente saída de Renato Gaúcho deve marcar o início de uma pequena revolução no departamento de futebol do Flamengo. Com a eleição programada para o próximo sábado (4, o presidente Rodolfo Landim entende que precisa dar uma resposta após a derrota para o Palmeiras na final da Libertadores. Mesmo que tenha sua reeleição bem encaminhada.

Se a perda do título continental não ameaça a continuidade no atual da gestão, Landim e seus pares entendem que mudanças são necessárias para que não haja perda significativa de capital político. As lesões em sequência fragilizaram departamento médico e a preparação física, o que irá abrir a porta para mudanças. Nos últimos tempos, o médico Márcio Tannure e o preparador Alexandre Sanz conviveram com questionamentos.

O time rubro-negro, afinal, termina a temporada de forma melancólica. A disputa pelo Campeonato Brasileiro ainda não acabou, mas nem o mais otimista rubro-negro consegue sonhar com uma reviravolta nas últimas quatro rodadas. Com 12 pontos em jogo, o Atlético-MG tem oito pontos de vantagem na liderança. Terminar o ano com a taça da Supercopa e a do Carioca é considerado um fiasco ante todo o frisson criado.

A missão na Gávea é a de corrigir a rota para retomar o caminho das vitórias. Após a derrota em Montevidéu, não há ambiente para se debater no clube a permanência de Renato para além de 31 de dezembro, data final de seu contrato. Com microfones ligados ou desligados, nenhum dirigente do Fla jamais falou que o "fico" era algo provável.

O técnico entende isso. Ontem, nos vestiários do estádio Centenário, ele falou em tom de despedida com os jogadores e até chorou. Em sua entrevista coletiva, disse que a definição do seu futuro cabia à cúpula.

"Nessas horas é dificil falar. O mais importante de tudo foi que procurei dar o máximo de mim. Meu contrato termina dia 31, a pergunta deve ser feita pela diretoria. A decisão é da diretoria. Nessas horas é fácil virem as críticas. Se alguém culpado, sou eu", disse Renato.

"Trabalhei para chegar na final e ganhar. O trabalho foi feito. Todos os clubes procuram fazer investimento. Esse grupo é vencedor. Infelizmente, não conseguimos dar nenhum título de presente para o nosso torcedor", concluiu o técnico.

O Rubro-Negro desembarca na madrugada deste domingo e tenta reunir forças para os compromissos que restam. Com quatro jogos a cumprir, a equipe tem a missão de terminar o ano da melhor forma possível, mas não se sabe nem quem estará no comando.

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