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Restaurantes, padel, animações e livros: SP não é só o Palmeiras para Abel

Restaurante Lassù, no bairro de Santana, em São Paulo  - Divulgação
Restaurante Lassù, no bairro de Santana, em São Paulo Imagem: Divulgação

Diego Iwata Lima

De São Paulo

05/11/2021 04h00

Nesta sexta-feira (5), completa um ano do primeiro jogo de Abel Ferreira no Palmeiras. Foi em 5 de novembro de 2020 que o treinador viu seu então novo time fazer 1 a 0 no Red Bull Bragantino pelas oitavas da Copa do Brasil, no Allianz Parque —gol de Gabriel Veron.

Ele chegou no dia 2, começou a trabalhar no dia 3, foi apresentado à imprensa no 4 e entrou em campo no 5. Foi depois daquela partida que o técnico, na medida do possível, da pandemia e do calendário, começou a de fato viver como um paulistano.

Ao longo desse período, Abel descobriu seus locais e passatempos preferidos na cidade —dentro e fora de casa—, que o UOL agora revela ao público.

Restaurante com vista panorâmica e churrascarias

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Vista do restaurante Lassù, na zona norte de São Paulo
Imagem: Divulgação

Foram muitos os restaurantes visitados por Abel Ferreira, inclusive portugueses e as brasileiríssimas churrascarias. Mas um, em especial, o marcou. E não apenas pela paleta de cordeiro com cuscuz marroquino e pelos vinhos italianos, pedidos tradicionais do técnico no local.

O Lassù ("Lá no alto", em tradução livre do italiano), cuja cozinha trabalha com a fusão de receitas italianas e brasileiras, fica fora do eixo Pinheiros-Jardins-Itaim-Bibi. Localizado em Santana, na zona norte, porém, o local tem como grande atrativo uma vista "surreal" da cidade de São Paulo, como define seu dono.

Para melhor apreciar a vista, o local tem uma plataforma giratória que se move bem vagarosamente durante uma refeição, circundando o ambiente e movendo as mesas, num percurso de pouco mais de uma hora.

"Temos um amigo em comum, que o levou ao Lassù. Eu o conheci, a conversa foi fluindo e ele começou a frequentar não só o Lassù, mas também o Ristorantino, que é nosso", contou ao UOL Ricardo Trevisani, proprietário das casas.

Segundo Trevisani, Abel e sua família, com quem ele também foi ao local, são encantadores. "Fiquei apaixonado. Tive o prazer de jantar com eles e é sempre um grande prazer", conta o empresário. "Ele recomendou o restaurante no clube, e acho que toda a comissão técnica já esteve aqui", diz.

E de futebol? "Ele fala bem pouco", revela Trevisani.

Abel bate uma bolinha sempre que possível --com raquete e nas paredes também

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Jogo de Padel visto por cima
Imagem: Divulgação

Quando tem chance e tempo, Abel junta seus auxiliares para partidas de "padel", um jogo que teve suas regras definidas em Acapulco, no México, em 1969. Aos poucos, o esporte ganhou espaço na América do Sul e na Europa, em especial na Península Ibérica —Portugal e Espanha— nos anos 2000.

"Hoje, o país que mais joga padel é a Espanha, com 5 milhões de praticantes", diz Heron Abrahão, proprietário da academia Santo Padel, frequentada por Abel e companhia. "Portugal é um dos países em que o padel mais cresce", afirma.

A academia onde ele pratica o curioso jogo de raquetes sobre grama sintética fica no Nacional Atlético Clube, bem próxima ao CT do Palmeiras e ao já famoso condomínio de Abel. Com rede, raquetes semelhantes às de beach tennis, bolas como as de tênis, mas com menos pressão, e paredes que podem ser usadas para tabelar, como no squash, o padel tem hoje um disputado circuito mundial.

"Tanto Abel quanto os auxiliares são muito cordiais. Quando nos conhecemos, ele elogiou muito a academia, o padrão europeu dela", conta o proprietário. Por lá, ao que parece, o Abel nervoso e pilhado do futebol não tem vez.

Futebol e séries sobre esporte

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Pelé em sua casa na Baixada Santista durante gravação de documentário da Netflix
Imagem: Divulgação/Netflix

Abel Ferreira consome futebol vorazmente. Sempre que pode, assiste aos jogos dos campeonatos nacionais e europeus. E além dos jogos, para escapar um pouco das partidas, ele consome mais um pouco de esporte —inclusive o futebol—, no formato de documentários e séries.

Entre os títulos a que Abel assistiu e aprovou estão "Pelé", "Tony Parker: Entre os maiores", "The Playbook: Estratégias para Vencer", sobre seu modelo na profissão José Mourinho; e "Never Give in", sobre Alex Ferguson, todos da Netflix. Ele também assistiu a "All or Nothing: Manchester City", do Amazon Prime Video.

Abel é fã de animações

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"Soul", filme da Pixar
Imagem: divulgação/Disney Pixar

Já na área de obras ficcionais, até, mas não somente, por causa das filhas, o treinador aprecia muito filmes de animação. Da Disney, assistiu ao emocionante "Soul" duas vezes. O filme é considerado o mais existencial das obras da Pixar e fala sobre a importância dos pequenos momentos de paixão na vida.

Também viu "Luca", definido por seu diretor Enrico Casarosa como "uma divertida e comovente história sobre amizade, sair da sua zona de conforto e, especialmente, uma carta de amor para os verões da nossa juventude".

Outra animação que conquistou Abel Ferreira foi "Din e o Dragão genial", uma produção asiática que tem Jackie Chan entre seus produtores e um de seus dubladores na versão falada em mandarim. O filme sobre a importância da amizade retrata um garoto solitário que vê sua melhor amiga se mudar para a cidade grande, e que tem a chance de revê-la ao encontrar um dragão que pode lhe realizar três desejos.

Ele não apenas lê, mas também faz anotações

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Jurgen Klopp, do Liverpool, gesticula e mostra a língua na direção de Antonio Mohamed, técnico do Monterrey
Imagem: Mike Hewitt - FIFA/FIFA via Getty Images

Quem já viu um livro de Abel Ferreira se deparou com várias anotações nas margens. O técnico não apenas lê, como também estuda o conteúdo. E é claro que as obras sobre esporte se destacam em sua biblioteca.

Recentemente, ele esteve às voltas com "Klopp: O técnico Heavy Metal que revolucionou o Borussia Dortmund", e "Algoritmo da Vitória", de José Salibi Neto e Sandro Magaldi, gurus do mundo corporativo, fundadores da empresa HSM de educação corporativa.

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