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Entenda como funciona o ranking da Fifa, que tem o Brasil em 2º lugar

Brasil de Tite e Neymar é a segunda melhor seleção do mundo de acordo com o ranking da Fifa - Wagner Meier/Getty Images
Brasil de Tite e Neymar é a segunda melhor seleção do mundo de acordo com o ranking da Fifa Imagem: Wagner Meier/Getty Images

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

20/10/2021 04h00

O ranking da Fifa será atualizado oficialmente nesta quinta-feira (21), mas já é possível prever como ele ficará com base nos resultados mais recentes das seleções. A Bélgica vai se manter na liderança com o Brasil logo atrás, a França subirá uma posição para aparecer em terceiro. Mas como funciona esse sistema e por que, por exemplo, os Estados Unidos (13º) estão na frente da Alemanha (14º)?

O sistema de cálculo do ranking sofreu uma mudança drástica em 2018, logo após a Copa do Mundo vencida pela França. Até então, a Fifa usava uma média dos resultados dos quatro anos anteriores para determinar a posição das seleções. Agora, apenas os resultados imediatos contam para fazer os times ganharem ou perderem pontos, em um método baseado no sistema Elo, comumente usado para ranquear competidores de xadrez.

Nesse método, quando uma seleção melhor ranqueada vence uma que está bem abaixo, ela não ganha tantos pontos. Se a favorita é derrotada, porém, a perda de pontos é grande. O algoritmo ainda dá pesos diferentes para o tipo de confronto —um amistoso vale bem menos que um jogo competitivo, por exemplo.

Logo que o sistema mudou, em 2018, a Fifa atribuiu pontos que iam de 1600 (para o líder do ranking, então a Alemanha) até 868 (para seleções sem nenhum ponto no ranking). A partir dessas bases, os resultados da Copa foram calculados. Como a Alemanha sofreu derrotas para México (15º) e Coreia do Sul (57º) perdeu muitos pontos, despencou para 15º e até hoje não conseguiu se recuperar.

Já o Brasil sofreu pouco com a mudança, caindo de segundo para terceiro. A seleção foi ultrapassada justamente pela Bélgica, algoz do time de Tite nas quartas de final. Os belgas assumiram a liderança em outubro de 2018 e não saíram mais do topo: vão se manter em primeiro na atualização desta quinta-feira, mesmo vindo de duas derrotas para França e Itália na Liga das Nações.

Ou seja: resultados contra seleções de ranking próximo, como foi o caso da Bélgica, não alteram tanto a pontuação. No sistema atual, o Brasil perder da Alemanha é considerado uma "zebra" maior do que uma derrota para o México, que está em nono.

Os sete melhores colocados no ranking publicado imediatamente antes da Copa do Mundo de 2022, aliás, serão os cabeças de chave do torneio ao lado do país-sede, o Qatar. Segundo o ranking que sai nesta quinta, essas seleções seriam: Bélgica, Brasil, França, Itália, Inglaterra, Argentina e Espanha.

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