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Cruzeiro tem gol anulado pelo VAR, empata com Operário, e Luxa é expulso

Raposa e Fantasma ficam só no empate na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, em Minas Gerais - Bruno Haddad/Cruzeiro
Raposa e Fantasma ficam só no empate na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, em Minas Gerais Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro

Do UOL, em Belo Horizonte

16/09/2021 21h19

Classificação e Jogos

O Cruzeiro até tentou, teve muito volume de jogo, pressionou o Operário, principalmente no segundo tempo, mas acabou ficando apenas no empate em 1 a 1, hoje (16), na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pela 24ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Os gols da partida foram marcados por Claudinho e Paulo Sérgio, ambos no primeiro tempo.

O jogo fica marcado, porém, pela grande confusão armada em campo, antes de o árbitro Rodrigo Dalonso decidir anular um gol da equipe estrelada, marcado por Marcelo Moreno no último minuto. A consulta ao VAR foi bastante demorada, abrindo caminho para muito bate-boca e gerando expulsões —incluindo técnico cruzeirense, Vanderlei Luxemburgo.

Se a partida terminou empatada, muito também foi pelo trabalho do goleiro Simão, do Operário. O arqueiro da equipe paranaense fez pelo menos quatro defesas milagrosas que impediram o gol do Cruzeiro.

Esse foi o 12º empate do Cruzeiro na Série B. A equipe estrelada é a que mais empatou até agora na competição. O time agora está na 12ª posição, com 30 pontos —quatro a menos que o Operário, nono colocado.

O próximo compromisso da Raposa está marcado para o domingo (19), contra o Vasco, em São Januário. O Operário recebe a Ponte Preta apenas na quarta-feira (22), às 21h30, no estádio Germano Kruger.

Gols a partir de erros

A partida não foi lá essas coisas do ponto de vista técnico, mas se mostrou bem disputada. No primeiro tempo, por exemplo, a posse de bola ficou em 50% para cada lado, o que mostrou uma das características do equilíbrio entre Cruzeiro e Operário.
Os dois gols foram originados em falhas defensivas. Fabiano, do Operário, errou feio e proporcionou uma chance clara para Claudinho, que não desperdiçou, para abrir o marcador. Do lado cruzeirense, Eduardo Brock foi imprudente, acertou um chute em Djalma Silva dentro da área, e a arbitragem marcou pênalti com auxílio do VAR.

Mais emoção

A segunda etapa foi bem diferente, acelerada, com o Cruzeiro imprimindo uma velocidade muito intensa no jogo. Pela forma de atuar a Raposa acabou dando espaços para o Operário, que se lançava ao ataque e também abria brechas para ataques da equipe mineira. E dessa forma o time estrelado apertou, foi para cima, arriscou e deu trabalho para o goleiro Simão, um dos destaques do Fantasma.

Confusão aos 51 do segundo tempo

Durante o segundo tempo a maior confusão foi armada. O Cruzeiro chegou a marcar um gol aos 51 minutos, com Marcelo Moreno, após assistência do meia Marco Antônio. Porém, o árbitro anulou o lance mais de dez minutos depois com o auxílio do VAR. O que motivou uma enorme confusão no gramado da Arena do Jacaré.

Houve reclamação exaltada de membros da comissão técnica de ambas as equipes, com expulsões e a necessidade da entrada da polícia militar para escoltar o árbitro para fora do gramado. O segundo tempo durou mais de uma hora.

Primeiro gol

O atacante Claudinho, do Cruzeiro, abriu o placar na Arena do Jacaré. O jogador, que chegou à Toca II no ano passado, fez o seu primeiro gol com a camisa celeste.

Críticas ao gramado

O atacante Paulo Sérgio, autor do gol do Operário, fez críticas públicas ao gramado da Arena do Jacaré. O tapete verde do estádio de Sete Lagoas passa por tratamento especial, já que antes de o Cruzeiro utilizar o local na Série B a grama estava em condições bem precárias.

"Gramado que não ajuda, está em péssimas condições", disse no intervalo em entrevista ao canal Premiere.

Público presente de novo

Pela terceira vez o Cruzeiro jogou diante de seu torcedor nesta Série B. Respaldado por uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a Raposa — que antes jogou contra Confiança e Ponte Preta com torcida —, recebeu milhares de adeptos em Sete Lagoas, que sediou dois jogos da equipe até aqui. Agora, o time azul acompanhará a reunião na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) amanhã (17), encontro que tratará do tema volta de torcedores aos estádios.

Latinha no gramado

Aos 26 minutos do segundo tempo uma lata de cerveja foi arremessada em campo. O objeto foi recolhido pelo lateral esquerdo cruzeirense Matheus Pereira e entregue a um dos gandulas.

Cronologia do jogo

Aos 16 minutos do primeiro tempo, o meia Claudinho aproveitou falha grotesca do lateral Fabiano, do Operário, e toca por cima do goleiro Simão: 1 a 0.

Aos 33 minutos do primeiro tempo, o árbitro de vídeo chamou o juiz de campo para analisar um lance de disputa dentro da área, quando o zagueiro Eduardo Brock acertou o Djalma Silva. Após analisar as imagens, Rodrigo Dalonso Ferreira assinalou pênalti.

Aos 37 minutos do primeiro tempo, o atacante Paulo Sérgio, de pênalti, empatou o jogo: 1 a 1.

Aos 51 minutos do segundo tempo, Marcelo Moreno marcou um gol para o Cruzeiro, que mais de 10 minutos depois foi anulado com o auxílio do VAR. A bola, segundo a arbitragem, tocou no braço de Marco Antônio antes da assistência para o boliviano.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO 1 X 1 OPERÁRIO

Motivo: 24ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)
Data e horário: 16 de setembro de 2021, à 19h
Árbitro: Rodrigo Dalonso Ferreira (SC)
Assistentes: Alex dos Santos (SC) Helton Nunes (SC)
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN)
Gol: Claudinho (16' 1ºT); Paulo Sérgio (37' 1ºT)
Cartão amarelo: Thomaz, Djalma Silva, Leandro Vilela, Simão (OPE); Marcelo Moreno (CRU)
Cartão vermelho: Vanderlei Luxemburgo

CRUZEIRO: Fábio; Cáceres (Marco Antônio), Ramon, Eduardo Brock e Matheus Pereira; Adriano, Rômulo, Claudinho (Giovanni); Wellington Nem, Dudu (Felipe Augusto) e Marcelo Moreno. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

OPERÁRIO: Simão; Fábio Alemão, Rodolfo Filemon, Rênie e Fabiano; Leandro Vilela, Marcelo Santos (Rafael Longuine), Thomaz (Felipe Garcia), Marcelo (Pedro Ken) e Djalma Silva; Paulo Sérgio. Técnico: Matheus Costa

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