PUBLICIDADE
Topo

Cruzeiro

Da quase saída aos elogios: Marco Antônio ganha espaço no Cruzeiro de Luxa

Marco Antônio (esq) jogou na base como meia, mas Luxemburgo entende que jogador é volante - Bruno Haddad/Cruzeiro
Marco Antônio (esq) jogou na base como meia, mas Luxemburgo entende que jogador é volante Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro

Guilherme Piu

Do UOL, em Belo Horizonte

14/09/2021 04h00

Classificação e Jogos

Marco Antônio, uma das promessas reveladas nas categorias de base do Cruzeiro, tem ganhado mais minutos com o técnico Vanderlei Luxemburgo, que não poupa elogios — e dicas de posicionamento — ao jovem jogador de apenas 21 anos. Mas, se hoje o prata-da-casa tem recebido mais chances na equipe principal, em um passado recente a realidade era completamente outra. Por pouco o xodó da torcida não deixou o clube pela falta de espaço com outros treinadores que passaram pela Toca II.

Em maio deste ano, o técnico Felipe Conceição tornou Marco Antônio disponível para negócios com outros clubes. Sem espaço e com estilo de jogo diferente daquele utilizado por Conceição, o meio-campista foi deixado em segundo plano. Fato que deixou o torcedor da Raposa chateado e motivou protesto nas redes sociais pela permanência do jogador. Agora, a situação é outra, e o garoto está buscando mais espaço no grupo principal.

"As bolas saem dos pés dele sempre com precisão, encontrando o ataque. A intensidade dele precisa melhorar um pouco como volante, porque ocupa mais espaço de forma mais rápida, mas é um jogador com uma técnica esmerada. Muito bom jogador, jovem, com potencial, como o Adriano [volante]", elogiou Luxemburgo, após a vitória do Cruzeiro em cima da Ponte Preta, na 23ª rodada da Série B.

Marco Antônio teve em 2020 quatro chances na equipe principal do Cruzeiro. Nesta temporada, faltando 16 jogos para o fim da Segunda Divisão, o jovem entrou em campo quatro vezes, sendo três sob a batuta de Luxa. Contra a Macaca, além de acertar um chute no travessão, o meio-campista participou da jogada do gol da vitória cruzeirense, marcado pelo atacante Bruno José.

"Marco Antônio não é meia-esquerda. Ele foi convocado para a seleção brasileira na base como meia-esquerda, mas ele não é meia-esquerda. Ele não tem girada de corpo, habilidade, velocidade para jogar ali. Agora, de frente para o campo adversário, ele consegue enxergar —o que ele fez contra a Ponte Preta", analisou o treinador, que tem escalado o jogador como volante.

Sobre a leitura feita por Vanderlei Luxemburgo, que enxerga Marco Antônio como volante e não meia, o próprio jovem afirma que está gostando de atuar da forma como o treinador tem solicitado.

"Fico feliz com as chances, me preparei muito para isso. As conversas com o professor têm sido muito boas, ele me ajuda a me adaptar a essa nova função, que é onde ele acredita que posso desempenhar o meu melhor futebol. E eu estou gostando, tendo as oportunidades, fazendo o que eu sei. É melhorar tudo o que ele tem passado, e isso será um processo de evolução constante, com oportunidades tudo será melhor", garantiu o jovem.

Auxílio dos mais experientes

Marco Antônio revelou que dois veteranos ajudam bastante nesse processo de mudança de posição dentro de campo. Como atuou como meia de ligação na base, agora atletas experientes ajudam nesse processo de transição.

"Desde que eu subi eu procurei colocar nos mais experientes, até nos mais novos que têm a agregar, só que os mais experientes, ainda mais por ser uma nova função para mim têm conversado comigo. Até mesmo o Ariel [Cabral] e o Henrique, que estão machucados. Procuro conversar com eles que são da posição. Esse papel é importante, a mescla é importante, e com a chegada do professor [Luxemburgo] estamos evoluindo e isso é bom para o Cruzeiro, para buscar novos objetivos", explicou.

Para ganhar mais corpo e massa muscular, Marco Antônio passou por um processo específico com os fisiologistas, nutricionistas e médicos do Cruzeiro. Situação que na visão do atleta só ajudaram a melhorar, tanto dentro quanto fora de campo.

"Foi nítida a mudança física, visualmente e como me sinto dentro de campo. Mais forte, arrancada, coisas que ficaram nítidas. Isso me ajudou demais a evoluir, a nova posição também, que eu preciso do físico em dia, como ele está. É evoluir a cada jogo, a cada treinamento. Venho me empenhando bastante, é um pouco novo para mim, mas estar dentro de campo pode ser em qualquer lugar. Vou tentar evoluir para ajudar o Cruzeiro"

Cruzeiro