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Liga dos Campeões - 2021/2022

Fernandinho e Thiago Silva: um dos vilões em Copa será campeão da Champions

Fernandinho e Thiago Silva observam finalização de Hazard em eliminação do Brasil na Copa de 2018 - Catherine Ivill/Getty Images
Fernandinho e Thiago Silva observam finalização de Hazard em eliminação do Brasil na Copa de 2018 Imagem: Catherine Ivill/Getty Images

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

26/05/2021 04h00

Classificação e Jogos

Fernandinho e Thiago Silva têm muito mais em comum do que apenas terem nascido no Brasil. Com carreiras vitoriosas e consolidadas no exterior, ambos sofrem com ranço de grande parte da torcida brasileira após terem sido considerados vilões em eliminações em Copas do Mundo. O volante e o zagueiro, no entanto, estão prontos para aumentar ainda mais o prestígio internacional que já possuem e um deles ficará com a taça da Liga dos Campeões: Manchester City, de Fernandinho, e Chelsea, de Thiago, se enfrentam neste sábado (29), às 16h (horário de Brasília), em Portugal.

O caso mais curioso é o de Fernandinho. O volante esteve em campo no 7 a 1 para a Alemanha, em 2014. Mas foi quatro anos depois que ele, de fato, se queimou com os torcedores brasileiros.

Reserva, Fernandinho foi o escolhido pelo técnico Tite para substituir Casemiro, suspenso por cartões amarelos. A oportunidade, no entanto, virou novo pesadelo na empreitada do volante com a camisa da seleção brasileira. Vale lembrar que o nome do jogador já causava resistência na torcida por causa de um dos maiores vexames da história do futebol.

A desconfiança se confirmou da pior maneira possível. Fernandinho marcou um gol contra e falhou no início da jogada que resultou no segundo gol da Bélgica que, consequentemente, selou a eliminação brasileira nas quartas de final da última Copa do Mundo.

Por outro lado, Fernandinho é um dos nomes mais respeitados no cenário internacional. Tetracampeão inglês, o volante soma 12 títulos com o Manchester City no total e foi um dos xodós do técnico Pep Guardiola por muitos anos. Sua passagem no clube, porém, tem tudo para acabar após a Champions e nem mesmo a aposentadoria está descartada.

Thiago Silva: fama de chorão e volta por cima

Considerado um dos maiores zagueiros da história, Thiago Silva passou a ser questionado pelos torcedores na Copa de 2014, quando se recusou a bater pênaltis na disputa contra o Chile pelas oitavas de final. Além disso, ele caiu em prantos após a classificação, o que foi interpretado de maneira negativa. Nas quartas de final, marcou o primeiro gol contra a Colômbia.

O capitão, no entanto, estava pendurado e levou o cartão amarelo que o tirou da semifinal contra a Alemanha de maneira infantil: evitou cobrança de falta do adversário. Felipão ficou bastante irritado com a situação e desfalcado do "Monstro" em jogo para lá de decisivo - o fim da história todos nós já conhecemos.

A pancada final veio na Copa América, em junho do ano seguinte, quando o zagueiro cometeu o pênalti contra o Paraguai, que ajudou a eliminar o Brasil do torneio. Thiago foi eleito um dos grandes vilões e viu o técnico Dunga o deixar fora das convocações seguintes alegando uma reformulação com jogadores mais jovens. No entanto, Kaká, mais velho, esteve na lista, evidenciando que o zagueiro estava mesmo em baixa.

Volta com Tite em 2016

Após um ano e três meses fora da seleção com Dunga, Thiago Silva voltou a ser chamado quando Tite assumiu. O zagueiro recuperou status e retomou a faixa de capitão, antes entregue a Neymar. Em campo, ele teve boa atuação. Porém, sua liderança voltou a ser questionada na eliminação para a Bélgica, em 2018.

O time teve um dos primeiros momentos de adversidade na competição e não conseguiu dar a volta por cima. E a liderança do capitão Thiago Silva foi questionada. Além disso, logo após a eliminação, o zagueiro deixou a Rússia de jatinho e a esposa do atleta filmou detalhes da viagem, o que gerou muitas críticas nas redes sociais.

Na Europa, no entanto, Thiago Silva não sofre o mesmo tipo de crítica. Ele brilhou no Milan e no PSG e, por vários anos, figurou na seleção do ano da Fifa, acumulando diversos prêmios individuais. Quando parecia estar em baixa, foi fundamental na campanha do Chelsea e poderá conquistar o inédito título em sua já vitoriosa carreira.