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Zaga reserva, posse e ataque 'famoso': o que Flu pode esperar do Junior

Artilheiro do Colombiano, Miguel Borja é o "dono" do time no Junior Barranquilla - Divulgação
Artilheiro do Colombiano, Miguel Borja é o "dono" do time no Junior Barranquilla Imagem: Divulgação

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

05/05/2021 04h00

Líder do grupo D da Libertadores, o Fluminense se prepara para enfrentar o lanterna Junior Barranquilla-COL, fora de casa. Para a partida marcada para as 19h de amanhã (6), o Tricolor encontrará um adversário desfalcado, mas que prioriza a bola e tem atacantes famosos.

Classificado às semifinais do Campeonato Colombiano, a equipe de Barranquilla eliminou justamente o Independiente Santa Fe, nas quartas de final. Priorizando a competição continental, os dois times utilizaram alguns reservas nos dois jogos, mas a vitória no jogo de ida colocou o Junior a quatro jogos de seu décimo título da competição. O adversário será o Millionarios, maior rival do Santa Fe.

Comandado pelo ex-zagueiro Luis Perea, que atuou por Boca Juniors, Atlético de Madrid e pela seleção da Colômbia, o time terá desfalques justamente no setor defensivo. Titular absoluto, Germán Mera está fora desde fevereiro, com uma lesão no tornozelo, e seu parceiro Willer Ditta está suspenso com três cartões amarelos, uma vez que as punições da chamada pré-Libertadores não são zeradas para a fase de grupos.

Assim, Perea deve recuar Martínez, que vinha atuando como volante, para fazer uma dupla com Rosero, substituto de Mera desde a contusão. Outro que pode ser desfalque é Teo Gutiérrez, nome mais famoso do elenco. O polêmico atacante de 35 anos lida com um problema no tendão de Aquiles, mas tem chances de ficar no banco de reservas como opção.

Quem comanda o ataque do Junior é outro jogador bem conhecido no futebol brasileiro: Miguel Borja, ex-Palmeiras, que já anotou 33 gols em 56 jogos pela equipe. Nesta edição da Libertadores, ele já balançou as redes quatro vezes: três nas fases de mata-mata contra Caracas e Bolívar e outro contra o River Plate, no último jogo. Borja é o foco do time de Perea, que gira em torno de seu centroavante.

Posse de bola e lentidão

Não fosse uma derrota nas semifinais para o campeão America de Cali no Apertura colombiano, o Junior Barranquilla teria comprovado em 2020 porque é considerado o time mais forte do futebol colombiano.

Ainda que bata na trave nas conquistas — faturou apenas a Supercopa, sobre o próprio algoz na principal competição nacional —, o time de Luis Perea é visto como um time que joga bonito, tanto que o ex-zagueiro é sempre citado pela imprensa como futuro treinador da seleção.

Equipe que gosta de construir o jogo desde o campo de defesa, com passes e muita posse de bola, o Junior tem um ponto fraco: a lentidão. Tanto para atacar como para defender, o Junior tem uma deficiência crônica nas transições. O ritmo mais cadenciado tem raiz na média de idade de 30 anos, que será ainda maior sem Ditta, um dos dois jogadores com menos de 25 anos do time titular de Perea.

Em um 4-2-3-1 que costuma funcionar como um 4-4-2 na marcação, o Junior deve ter em campo dois volantes que mais destroem que constroem em Moreno e Vázquez, que correm para que o lento mas cerebral Freddy Hinestroza busque Pajoy, Borja e Luis González (provável titular na vaga de Téo Gutiérrez) no ataque.

Para propor o jogo e tentar pontuar na Libertadores, o lanterna Junior, que tem apenas um ponto, deve povoar o campo de ataque do Fluminense. Como estratégia, Roger Machado deve posicionar Kayky e Luiz Henrique, nas pontas, para os contra-ataques.

Os veteranos também serão importantes: Fred, em grande fase com oito gols em sete jogos em 2021, é o comandante do ataque, e Nenê terá um papel fundamental: explorar o fraco goleiro Viera nos chutes de fora da área e na bola parada. Dos 21 gols que o Junior sofreu na temporada, 13 vieram de escanteios, faltas ou penalidades.

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