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Luciano diz que faltou confiança no Grêmio e credita virada no ano a Diniz

O atacante do São Paulo Luciano recebe a Bola de Prata como um dos melhores do Brasileirão - André Porto
O atacante do São Paulo Luciano recebe a Bola de Prata como um dos melhores do Brasileirão Imagem: André Porto

Eder Traskini e Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo e Santos

26/02/2021 14h00

Foram apenas três gols em 16 jogos no início da temporada pelo Grêmio. No entanto, foi só trocar o Tricolor Gaúcho pelo Paulista que tudo mudou para o atacante Luciano. Com o São Paulo, o jogador marcou 21 gols em 38 jogos, sendo 18 no Brasileirão, número que lhe rendeu a artilharia e ajudou a vencer a "Bola de Prata ESPN" em sua posição.

Para o centroavante, a virada em sua temporada se deve muito ao ex-técnico Fernando Diniz, com quem trabalhou no Fluminense antes do São Paulo.

"Diniz me passa uma confiança muito grande. Todo atleta tem que ter essa confiança do treinador. Ele sabe como eu gosto de jogar e me deixa à vontade. Sou muito grato ao Grêmio, é um clube muito grande, mas faltou um pouco disso, um pouco mais de confiança para eu mostrar o que sei de fazer de verdade", disse em entrevista coletiva.

Luciano chegou ao Tricolor Paulista em troca pelo atacante Everton e estreou na quarta rodada do Brasileirão. Do outro lado, Everton fez 26 jogos no Grêmio e marcou duas vezes. O centroavante do São Paulo contou os bastidores da negociação.

"Quando o Diniz me ligou, o Grêmio ia jogar com os reservas e eu ia jogar. Ele perguntou se eu estava feliz, se estava bem, falei que sim, mas que precisava jogar e não estava tendo tanta oportunidade. Tive até o Diego Souza chegar. Ele conversou comigo uma coisa que eu não sabia, que estava negociando há uns dias já. Falei a mesma coisa pro Renato: que eu precisava e queria jogar, que se fosse melhor para ambas as equipes eu viria para o São Paulo. Desejo sorte a eles lá, ao Everton, e quero continuar muitos anos no São Paulo", disse.

O artilheiro do Tricolor ainda falou sobre a expectativa de trabalhar com o novo técnico Hernán Crespo, afirmou que não se vê como um dos principais jogadores do São Paulo e que precisa trabalhar todos os dias para continuar em boa fase. Confira outros trechos da entrevista coletiva concedida após o Prêmio Bola de Prata ESPN:

PERDA DA LIDERANÇA

"Não sei explicar. A gente sempre trabalhou bastante, sempre treinou bastante. Creio que faltou um pouco mais de tranquilidade para podermos assimilar essa fase que estávamos passando. Agora já acabou e é pensar na temporada que se inicia no domingo."

CRESPO

"Ele está com muita vontade de treinar a gente. Expectativa é que seja uma passagem vitoriosa. Ele ganhando, nós também estaremos ganhando."

PANDEMIA

"Foi temporada atípica. São vários fatores. Corremos o risco de sermos contaminados, muitas viagens, temos muito contato nos aviões com outras pessoas. Creio que perder o título não teve nada a ver com a pandemia, até porque tivemos poucos jogadores contaminados. Agradecer a Deus e aos médicos do São Paulo."

PRINCIPAL JOGADOR DO SÃO PAULO?

"Se eu não chegar para treinar todos os dias da minha vida, não vou conseguir jogar. Não me considero. Até porque vem outro treinador, outro esquema de jogo, outros jogadores que vão chegar. Vou continuar nesse ritmo para poder jogar muitos jogos nessa temporada."

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