PUBLICIDADE
Topo

Futebol

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Rocha: Palmeiras poderia fazer mais do que viver de bola longa para o Rony

Do UOL, em São Paulo

11/02/2021 19h49

Classificação e Jogos

O Palmeiras teve uma campanha sem gols marcados no Mundial de Clubes, com derrota para o Tigres na semifinal e nos pênaltis contra o Al Ahly na disputa do terceiro lugar. Mesmo em um contexto diferente das edições anteriores da competição da Fifa, tendo menos tempo para se preparar e com um calendário atípico, o futebol apresentado pelo time de Abel Ferreira não foi bom em Doha, no Qatar.

No Fim de Papo, live pós-rodada do UOL Esporte — com os jornalistas Isabella Ayami, Menon, André Rocha e Danilo Lavieri —, Rocha diz que o Palmeiras sai com a imagem arranhada do Mundial e que o técnico Abel Ferreira poderia ter apresentado um time com mais opções do que bola esticada para Rony no ataque.

"O Palmeiras sentiu bastante isso, mas relativizando tudo isso, o Palmeiras poderia ter jogado mais. Viver de bola longa para o Rony... Se o Rony ainda fosse um atacante assim muito talentoso, capaz de resolver um jogo sozinho, um campeonato sozinho, tudo bem, mas o Rony fez uma grande Libertadores, mas fez dentro de um contexto coletivo e não para receber bola sozinho para tentar arrancar e finalizar. Aí fica muito difícil para ele. Fica um cenário muito complicado, e o Abel, eu acho que apostou demais nele", afirma Rocha.

"Hoje, no segundo tempo, com a entrada do Gabriel Menino, Danilo e do próprio Gustavo Scarpa, o time botou mais a bola no chão e conseguiu jogar um pouco melhor, trabalhar um pouco mais a bola. Acho que faltou isso para o Palmeiras desde a final da Libertadores e isso tem que ser cobrado do Abel", completa.

O jornalista afirma que o jovem técnico português chegou ao Palmeiras percebendo o contexto brasileiro de precisar se impor com resultados, mas deixou de lado o desempenho. Isso não atrapalhou na conquista da Libertadores, mas pesou na campanha do Mundial.

"Acho que existe uma cultura resultadista. Ele [Abel] é um cara inteligente e observador, certamente viu isso quando chegou aqui, que o que importava era o resultado. Ele é um técnico jovem, sabia que tinha que se impor com resultado desde o começo, mas acho que ele focou demais no resultado e se preocupou menos com o desempenho", afirma Rocha.

"Deu certo na Libertadores, mas no Mundial ficou faltando e acho que a imagem do Palmeiras e do futebol brasileiro ficou, sim, um pouco arranhada por conta desse Mundial", conclui.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Futebol