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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Menon: melhores coisas do Brasil no Mundial foram Edna e Rafael Carioca

Do UOL, em São Paulo

11/02/2021 18h24

Classificação e Jogos

Se o Palmeiras frustrou seu torcedor ao perder para o Tigres na semifinal do Mundial, a situação não melhorou com a disputa de terceiro lugar contra o Al Ahly, na qual o time comandado por Abel Ferreira acabou derrotado nos pênaltis, tornando-se o primeiro sul-americano a ficar em quarto, além de sair do torneio sem marcar gols com a bola rolando. Já na decisão do título, o Bayern de Munique venceu o Tigres por 1 a 0 para se sagrar mais uma vez campeão mundial.

No Fim de Papo, live pós-rodada do UOL Esporte — com os jornalistas Isabella Ayami, Menon, Danilo Lavieri e André Rocha —, Menon avalou a participação do Palmeiras no Mundial, viu o título do Bayern como protocolar e a participação brasileira na competição em destaque apenas por parte da árbitra Edna Batista e do volante Rafael Carioca, do Tigres.

"Deu a lógica, o Bayern é um time sensacional e ganhou o Mundial sem muito esforço. Ele, que é um time que faz muitos gols, dessa vez fez apenas três, mas não levou nenhum. É um time muito superior aos outros. O Tigres até tentou, fez uma partida digna, um time muito compactado, mas não ofereceu perigo ao Bayern", disse Menon.

"Quanto ao futebol brasileiro, eu acho que a melhor coisa do futebol brasileiro no Mundial foi a Edna Batista, uma árbitra espetacular, que merece mais sucesso aqui. Em segundo lugar, foi o Rafael Carioca, o volante do Tigres, que a gente já conhecia do futebol brasileiro. A participação do Palmeiras foi muito ruim", completou.

O jornalista ressaltou não desmerecer o título da Libertadores conquistado pelo Palmeiras, mas destacou que são coisas diferentes e não vê outra forma de definir a participação em Doha sem dizer que foi um vexame da equipe brasileira.

"Uma coisa é o Palmeiras na Libertadores, é um título inquestionável, um título maravilhoso que foi ganho, não interessa se com bom futebol ou não, com todo mérito possível. O Abel Ferreira, por exemplo, chega no Palmeiras e, com três meses de trabalho, leva o Palmeiras a um título que não existia há 21 anos. Eu acho que ele está na boa história do Palmeiras, não se pode contar a história no futuro do Palmeiras sem o trabalho dele", disse Menon.

"Agora, no Mundial, acho que foi um vexame porque se você faz dois jogos, não faz nenhum gol, cobra cinco pênaltis e erra três, não ganha nenhum jogo, [e tem] a pior classificação de todos os tempos, eu acho que é um vexame. Se isso não for um vexame, o que é necessário para se dizer que é um vexame?", concluiu.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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