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Fla se incomoda com protesto e pressão e tenta ajustar rumo em meio à crise

Técnico Rogério Ceni conversa com jogadores do Flamengo - Alexandre Vidal / Flamengo
Técnico Rogério Ceni conversa com jogadores do Flamengo Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

14/01/2021 04h00

Classificação e Jogos

Não há mais muito a se falar após três jogos sem vitórias no Brasileiro e as chances cada vez menores de título, mas o Flamengo ainda aposta na conversa para aparar as arestas e retomar o caminho dos bons resultados.

Logo após os jogadores terem uma reunião com o presidente Rodolfo Landim, o vice de futebol Marcos Braz, e o diretor Bruno Spindel, foi a vez de atletas e comissão técnica dialogarem para que o grupo comece a olhar daqui para frente.

Por cerca de 20 minutos, o elenco e o treinador Rogério Ceni debateram o atual momento e concluíram que lamentar os tropeços não vai mudar a situação do Fla na tabela. Daqui em diante, a ordem é mirar os dez jogos que faltam para que o sonho pelo título siga vivo.

A avaliação interna é de que os jogadores rubro-negros ficaram 'mordidos' após a enxurrada de críticas que vieram depois da derrota por 2 a 0 para o Ceará. Para adicionar ainda mais pimenta ao momento conturbado, o protesto de alguns torcedores adicionou um pouco mais de fervura ao caldeirão. Apesar de a manifestação ter sido tratada como "normal", fato é que o clima de ameaça e intimidação sempre incomoda.

Mais até do que o cerco aos carros, com direito a ovos atirados, o que incomodou os rubro-negros foram as faixas expostas pelos representantes das organizadas. As insinuações sobre falta de vontade não foram bem digeridas e o entendimento é que a ausência de triunfos não deve-se a "corpo mole".

Flamengo - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

O Rubro-Negro apostou na manutenção das peças para não causar maiores danos enquanto o time ainda disputa a taça. Embora Ceni e a cúpula de futebol sigam o trabalho, há tensão pelos corredores do Ninho. O clima eleitoral já se instalou na Gávea e o tom das cobranças tende a aumentar à medida que respostas demorem a chegar.

Depois de dias para lá de agitados no clube, a expectativa é que a temperatura siga alta até o jogo diante do Goiás, segunda-feira (18), na Serrinha. Se a crise em campo não for estancada na capital goiana, a tensão irá se instalar de vez. Bancado no clube, Ceni mantém a fé na qualidade dos seus comandados e do trabalho, porém sabe que a vigilância está cada vez maior.

Em meio a essa atmosfera carregada, o técnico festeja o provável retorno do goleiro Diego Alves para o próximo compromisso. Jogador considerado dos mais importantes por Ceni, o camisa 1 exerce influência dentro e fora de campo.

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