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De Neymar a Messi: veja 7 desafios de Pochettino no PSG

Mauricio Pochettino elogiou os brasileiros Neymar e Marquinhos em sua primeira coletiva no PSG - Paris Saint-Germain Football/PSG via Getty Images
Mauricio Pochettino elogiou os brasileiros Neymar e Marquinhos em sua primeira coletiva no PSG Imagem: Paris Saint-Germain Football/PSG via Getty Images

João Henrique Marques

Do UOL

06/01/2021 04h00

O treinador argentino Mauricio Pochettino chega ao Paris Saint-Germain com uma série de desafios. O trabalho tático em torno de Neymar, alto rendimento do time e títulos já são expectativas iniciais. No entanto, ele ainda terá uma série de responsabilidades extracampo, principalmente, envolvendo o mercado. Auxiliar em negociações para trazer Lionel Messi e renovar com Neymar também serão seus objetivos.

O UOL Esporte levantou sete desafios de Pochettino no PSG. O tempo de contrato é curto, até junho de 2022. O período é o mesmo previsto para encerrar as passagens de Neymar e Mbappé pelo clube francês — com base no vínculo atual. A estreia do técnico argentino será hoje (6), às 17h (de Brasília), diante do Saint-Etienne, pelo Campeonato Francês.

Posicionamento de Neymar

Logo que chegou ao Paris Saint-Germain, seu antecessor Thomas Tuchel deu a Neymar um papel de meia-armador do time. Na função, o camisa 10 cresceu e ainda possibilitou o encaixe com três atacantes (Di Maria, Mbappé e Cavani ou Icardi). Já com Pochettino, a função do brasileiro é uma incógnita.

"Ele é um jogador incrível, um dos melhores do mundo e é um grande prazer trabalhar com ele. Não gosto de falar de sistemas, mas vamos encontrar o melhor posicionamento para o Neymar. Com a bola ou sem a bola. Vamos escutar e sentir o que eles querem, não somente o Neymar, todos. Cada jogador tem sua forma de pensar e liderar", disse Pochettino.

Ainda se recuperando de lesão no tornozelo, Neymar será ausência contra o Saint-Etienne. O retorno é aguardado para sábado (9), diante do Brest, no Parque dos Príncipes.

Gestão de Neymar fora de campo

Em fevereiro de 2020, Thomas Tuchel deixou claro o descontentamento com o comportamento de Neymar fora do campo. O motivo foi a festa de aniversário promovida pelo craque em antevéspera de jogo. A intenção do treinador alemão era deixar claro ao torcedor que estava descontente com o episódio, mas não era capaz de conter o ímpeto do brasileiro em festejar.

Por realizar festas, Neymar também já teve atrito com a diretoria do PSG, mas sempre se defendeu com o bom ambiente com o elenco e ótimo desempenho em campo. Longe de uma fama de linha dura, Pochettino aposta em um bom relacionamento com o craque brasileiro para impedir atritos de bastidores.

Renovações de Neymar e Mbappé

Um trabalho de convencimento de Mauricio Pochettino também é aguardado pelo Paris Saint-Germain nas conversas com Neymar e Mbappé. Os dois jogadores têm vínculo atual finalizando em junho de 2022 e convivem com o dilema de renovar ou não com o clube francês.

Com fama ruim no mercado de prender jogadores com longos contratos, o PSG sofre para convencer Neymar e Mbappé a aceitarem um projeto extenso. Os dois jogadores convivem com sondagens de gigantes europeus e ainda pretendem esperar, ao menos, pelo desfecho da atual temporada. Neste cenário, um bom desempenho inicial de Pochettino também é visto como fundamental.

Vencer o Barcelona

Para o Paris Saint-Germain, vencer o Barcelona pelas oitavas de final, na Liga dos Campeões, é questão de honra. Há um trauma no PSG por causa da goleada de 6 a 1 do clube espanhol na edição de 2016-2017 e a consequente eliminação na competição.

O confronto foi o ponto de partida para o investimento de 400 milhões de euros nas contratações de Neymar e Mbappé com o objetivo de conquistar o inédito título da principal competição de clubes da Europa.

O momento complicado do Barcelona dentro e fora de campo ainda deixa o PSG como favorito no confronto. Isso é um ponto que já pressiona Pochettino no início do trabalho, ainda mais tendo em vista que o clube francês é o atual vice-campeão da competição.

Títulos nacionais são obrigações

Ser campeão francês é visto como obrigação no PSG. A gritante diferença de investimento e qualidade dos elencos deixa Pochettino sem desculpas para, no mínimo, conquistar o título da competição nacional.

O problema é o fato de o PSG estar na terceira colocação da competição, com 35 pontos, após 17 das 38 rodadas. Os líderes são Lyon e Lille, com 36 pontos cada.

Além do troféu de campeão francês, o PSG defende o título da Copa da França. A competição inicia em fevereiro. Já a Supercopa da França, que será disputada em 13 de janeiro, contra o arquirrival Olympique de Marselha, é encarada internamente como o primeiro grande desafio do treinador argentino.

Atrair Lionel Messi

O técnico argentino é um trunfo do PSG para seduzir o compatriota Lionel Messi. A tentativa de contratação por parte do clube francês foi feita em agosto de 2020, quando Messi declarou não ter a intenção de seguir no Barcelona, mas foi tratada apenas como uma consulta por parte da diretoria francesa.

Com Pochettino, Neymar e vários jogadores sul-americanos no elenco, o PSG acredita ter um ambiente de apreço para Lionel Messi. Em sua entrevista de apresentação no clube, na tarde de ontem, o treinador se esquivou sobre o tema.

"Faz pouco tempo que cheguei e estou 100% focado em adaptação. Essas questões [sobre Messi] não são as mais importantes. Nós teremos tempo para falar disso", destacou Pochettino.

Relacionamento com Leonardo

Basicamente, Thomas Tuchel caiu no Paris Saint-Germain por ter uma relação complicada com o diretor de futebol, Leonardo. O diálogo entre eles foi inexistente nos meses finais de trabalho do alemão, principalmente, em função de desacordo na política de mercado.

Tuchel não foi a favor das saídas de Cavani e Thiago Silva, e também desgostou da falta de reforços. Críticas públicas ao PSG chegaram a ser feitas pelo alemão, com Leonardo respondendo sempre em tom também agressivo.

Com esse histórico, Pochettino chega ao PSG obrigado a ter boa relação com Leonardo. O que já conta a favor dessa relação é o fato de o dirigente brasileiro ter tratado o argentino como plano A do clube após a saída de Tuchel.

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