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Ángel Di Maria vira 'novo Cavani' e teme fim do ciclo no PSG

Xavier Laine/Getty Images
Imagem: Xavier Laine/Getty Images

João Henrique Marques

Colaboração para o UOL, em Santos

19/12/2020 04h00

A reta final de contrato e um atrito de bastidor fazem Ángel Di María lembrar os problemas enfrentados pelo Paris Saint-Germain com Edinson Cavani. O argentino perdeu a titularidade e agora teme pelo fim da passagem no clube francês. À espera da proposta por uma renovação, o atacante não é tratado como prioridade para a próxima temporada, em um cenário bem diferente do vivido por seus companheiros Neymar e Kylian Mbappé.

O vínculo de Di María com o PSG termina no fim desta temporada, em junho. Publicamente, o diretor de futebol da equipe parisiense, o brasileiro Leonardo, citou que a renovação deve acontecer, mas até o momento nenhuma proposta foi feita. Desconfiado, o argentino está cabisbaixo e recorda as situações vividas recentemente não só por Cavani, como também por Thiago Silva.

Aos 32 anos, Di María aguarda por uma renovação de, no mínimo, mais dois anos de contrato antes de colocar em prática o plano de terminar a carreira no clube que o revelou, o Rosário Central, da Argentina.

O que pesa contra Di María atualmente é o fato de ser o terceiro maior salário do elenco. Os dois primeiros, Neymar e Mbappé, são justamente os jogadores em que o PSG reserva caixa para firmar as renovações contratuais o mais rápido possível. Embora o vínculo da dupla termine em junho de 2022, a extensão até, ao menos, 2025 está em discussão.

Nos bastidores do PSG ainda circula a possibilidade do clube trazer Lionel Messi para a próxima temporada. O craque do Barcelona tem o maior salário do mundo do futebol e vínculo por terminar com o clube catalão em junho. No PSG, Neymar faz campanha pública para a vinda de Messi, assim como o compatriota Leandro Paredes. Já o Di María prefere o silêncio.

Quando optou pela não-renovação de Cavani e Thiago Silva, o PSG já tentava aliviar a pesada folha salarial. No cenário, é claramente inviável para o clube francês manter Di María, Mbappé e Neymar, e ainda trazer Messi para a próxima temporada.

Di María x Tuchel

O problema para Di María no PSG é agravado pela briga com o treinador alemão, Thomas Tuchel. O argentino ficou irritado com a sequência de substituições em jogos recentes e foi punido com o banco de reservas. A vaga no time titular agora é do brasileiro Rafinha, com o time saindo do esquema 4-3-3 para o 4-4-2.

"Tenho a impressão de que perdeu... [procura as palavras] a simplicidade, acho que é isso. Mudamos nosso padrão nos últimos jogos e está mais fácil para o Rafinha no momento", explicou Tuchel. "Mas eu nunca vou parar de acreditar em Ángel. Ele está na minha cabeça, no meu coração, e confio nele. Falta um clique. Talvez aconteça no próximo jogo ", complementou o treinador, colocando como possibilidade que o argentino volte ao time titular no duelo contra o Lille, amanhã (20), pelo Campeonato Francês.

De acordo com a rádio francesa RMC, Di María não gostou de ter perdido espaço: "Ele tem a sensação, nada injustificada, de que Mbappé e Neymar nunca serão substituídos antes dele, mesmo que esteja jogando melhor que eles durante o jogo", disse o veículo.

Aos 32 anos, o argentino foi substituído em seis das dez partidas que iniciou como titular nesta temporada. Na última vez que isso aconteceu, na vitória por 1 a 0 diante do Leipzig, pela Liga dos Campeões, em novembro, o argentino deixou o campo irritado e ignorando Thomas Tuchel.

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