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Fla: Médico revela insatisfação com trabalho e não crava retorno de R. Caio

Márcio Tannure, médico do Flamengo, concede entrevista coletiva - Reprodução FlaTV
Márcio Tannure, médico do Flamengo, concede entrevista coletiva Imagem: Reprodução FlaTV

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

27/11/2020 16h38

Em meio ao alto número de lesões que assombram o Flamengo, Márcio Tannure, chefe do departamento médico do clube, concedeu entrevista coletiva e deu as suas explicações para as dificuldades vividas e as razões que fizeram o Rubro-negro reformular o setor.

O profissional evitou cravar algo sobre a volta de Rodrigo Caio, que já faz exercícios leves no campo do Ninho do Urubu. Ele, no entanto, deixou a porta aberta para um retorno contra o Racing (ARG).

"Existem chances, mas não podemos definir ainda. Vamos fazer todo esforço para que ele esteja em campo", disse.

Tannure falou ainda sobre as mudanças de peças no departamento médico do clube. Ele rechaçou que tenha havido interferência da cúpula de futebol e revelou insatisfação com o trabalho que vinha sendo realizado.

"A gente já vinha estudando as mudanças, não fizemos isso antes porque ia ter a mudança da comissão técnica e a gente esperou. Tinha um descontentamento meu com o trabalho que vinha sendo aplicado. Toda mudança tem o impacto negativo. Prefiro um fim com dor do que dor sem fim", acrescentou.

O Rubro-negro ressaltou o alto número de jogos do Fla na temporada e defendeu que o número de contusões seja medido por esse viés. Ele apontou as convocações e o calendário como questões a serem superadas:

"É o preço que a gente paga pelo Flamengo estar em outro patamar, o clube tem de aprender a conviver com isso. Os jogadores querem sempre servir a seleção, faz parte e a gente tem que lidar com isso. Temos um calendário complicado esse ano, a gente não pode comparar o Flamengo com outros clubes, nenhum outro clube cedeu tantos jogadores como o Flamengo esse ano e ninguém jogou tantos jogos".

Tannure alfinetou ainda a CBF por conta da lesão de Pedro. Na época, a entidade afirmou que a contusão era leve, mas o argumento foi rebatido pelo rubro-negro, que disse que foi mais grave que o informado. Por meio de nota, a entidade manteve sua posição:

"Sustentamos nossa posição do dia 14 de que é uma lesão pequena conforme atestada em laudo da ressonância magnética".

Na próxima terça (1), a equipe encara o Racing, 21h30, no Maracanã, em jogo válido pelas oitavas de final da Libertadores. No jogo de ida, empate por 1 a 1 em Buenos Aires.