PUBLICIDADE
Topo

Flamengo

Zaga vive inferno astral e R.Caio vira salvação do Fla após 66 dias fora

Rodrigo Caio treina no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo. Zagueiro se prepara para voltar - Alexandre Vidal/Flamengo
Rodrigo Caio treina no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo. Zagueiro se prepara para voltar Imagem: Alexandre Vidal/Flamengo

27/11/2020 04h00

Com uns dias livres de trabalho entre um jogo e outro contra o Racing (ARG), rival nas oitavas de final da Copa Libertadores, o técnico Rogério Ceni tem ajustes por fazer no Flamengo, mas nenhum deles soa tão urgente quanto o posicionamento do setor defensivo.

Os zagueiros do grupo vivem um verdadeiro inferno astral e o time não sabe o que é deixar o campo sem ser vazado desde 28 de outubro, quando a equipe venceu o Athletico por 1 a 0, pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil. De lá para cá foram oito jogos e nada menos que 20 gols sofridos.

De olho no fim do 'vazamento', a esperança do Flamengo atende por um nome: Rodrigo Caio. Lesionado desde que voltou da seleção brasileira, o zagueiro não joga pelo Fla há mais de dois meses — o último jogo com o defensor em campo foi em 22 de setembro, na vitória por 2 a 1 sobre o Barcelona, pela Libertadores. Longe do time há 66 dias, o jogador trabalha firme para voltar, mas o Rubro-Negro evita a todo custo fazer uma previsão.

Sem Natan e Thuler, suspensos, o camisa 3 fez ontem (26) exercícios com bola no campo do Ninho do Urubu, mas a escalação dependerá dos próximos dias. Se reunir condições, ainda que não as ideais, Rodrigo deve ir para o jogo. Sua presença virou esperança no clube para que a defesa ganhe mais solidez.

"Quando você tem jogadores tão talentosos na frente, é natural que encontre as falhas no setor defensivo. Todo mundo espera que o Flamengo faça gols, ataque. Eu acho que é o conjunto, é o sistema. Temos de ter tempo para treinar. Estou aqui há duas semanas, estou no quinto jogo. Vamos tentar melhorar o time nesta semana, inclusive o sistema defensivo", disse Ceni.

Dois dos jogadores mais contestados do atual elenco, Léo Pereira e Gustavo Henrique vivem momento complicado e a questão, além de técnica, passa pela psicologia. Inseguros, os dois já entram pressionados e não estão dando conta do recado. Contra os argentinos, Léo foi um dos que falhou no gol dos donos da casa e sua reação de abatimento após o lance chamou atenção.

Já Gustavo vem em uma espiral descendente desde a goleada sofrida por 4 a 1 para o São Paulo, pelo Brasileirão. Diante do Tricolor, ele cometeu um pênalti e falhou em dois gols do rival. Voltou a ser escalado, mas o Rubro-Negro foi goleado por 4 a 0 pelo Atlético-MG com o defensor em campo. Ele atuou ainda na derrota para o São Paulo (2 a 1), no empate contra o Atlético-GO (1 a 1), e entrou nos minutos finais em Buenos Aires.

Outra opção rubro-negra é Gabriel Noga, que surgiu bem no momento de maior dificuldade do treinador espanhol Domènec Torrent, mas não atua pela equipe principal desde outubro. O jovem da casa é considerado promissor no clube, porém ainda verde para encarar um mata-mata decisivo na competição continental.

Os rubro-negros voltam aos treinos às 16h de hoje (27). A agenda de trabalho prevê atividades até a manhã da partida válida pelo torneio sul-americano. O segundo duelo com o Racing ocorre na terça-feira (1), no Maracanã.

Flamengo