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Cruzeiro busca confiança em casa para embalar antes de jogo com América-MG

Felipão tem até aqui mais de 71% de aproveitamento em sua segunda passagem pelo Cruzeiro - Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Felipão tem até aqui mais de 71% de aproveitamento em sua segunda passagem pelo Cruzeiro Imagem: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Guilherme Piu

Do UOL, em Belo Horizonte

27/11/2020 04h00

Classificação e Jogos

Há nove rodadas da Série B do Brasileirão, sete dessas com Luiz Felipe Scolari, o Cruzeiro não sabe o que é derrota. Apesar da série invicta, o desempenho da Raposa em casa não é bom, e precisa melhorar muito se o time quiser alcançar o acesso à elite do torneio nacional. No Mineirão, o time azul tem apenas a 16ª campanha entre todas as equipes da competição, diferentemente do que faz fora de seus domínios, onde faz campanha de G-4.

Até este momento no campeonato, o Cruzeiro disputou 12 jogos em Belo Horizonte, mas conquistou apenas 16 pontos — quatro vitórias, quatro empates e quatro derrotas — Isso representa aproveitamento de 44,4%. E a chance para aumentar esse número é hoje (27), contra o Confiança, às 21h30, pela 24ª rodada.

Uma vitória diante dos sergipanos, somada a uma sequência de resultados favoráveis, impulsionaria o time celeste quatro posições na classificação e daria moral para o clássico com o América-MG, na próxima quarta-feira (2), no estádio Independência.

Com 28 pontos e 15º colocado, o Cruzeiro, se vencer hoje, somará 31. Essa pontuação o colocaria atrás apenas um ponto do próprio Confiança, o 10º. E se o "secador da Raposa funcionar" nesta rodada a chance de encostar mais na parte de cima é real.

Para que isso aconteça há necessidade de uma combinação de resultados envolvendo o Brasil de Pelotas (14º), Paraná (13º), Operário (12º) e o Guarani (11º).

O Brasil de Pelotas tem parada dura contra o Sampaio Corrêa, terceiro colocado, fora de casa. Se valer o favoritismo nesse jogo, o time de Felipão, batendo o Confiança, já subiria pelo menos um degrau na classificação. Outro jogo que interessa bastante é Operário e Paraná.

Os dois clubes paranaenses se enfrentam em Ponta Grossa, casa do Operário, e o melhor resultado para os cruzeirenses nesse encontro seria o empate. Se houver igualdade nesta partida, os clubes chegariam aos 30 pontos, o que permitiria uma ultrapassagem dupla da Raposa, com mais duas posições garantidas.

Para a rodada ser perfeita, faltaria uma derrota do Guarani, que enfrenta a Chapecoense, líder isolada da Série B. O time catarinense, inclusive, perdeu para o Cruzeiro, na última terça-feira (24).

Bugre e Chape se enfrentam em Campinas, amanhã (28), às 21h. A parada é dura, pois apesar de os catarinenses serem os líderes da competição, os paulistas, 11º na tabela, apresentam a melhor campanha do returno da Segunda Divisão, com dez pontos em quatro jogos (83,3% de aproveitamento).

"Agora é o momento para estarmos concentradíssimos, pois temos três jogos em casa, três jogos em Belo Horizonte. Temos que começar a pontuar e se aproximar do pessoal lá de cima", destacou o experiente Marcelo Moreno logo, após a importante vitória em cima da Chapecoense.

Apesar do otimismo do centroavante boliviano, o técnico Felipão mantém o discurso "pé no chão", dizendo que a missão cruzeirense nesta Série B continua muito complicada. E não é para menos, já que o treinador tem razão.

Hoje, a chance de acesso do Cruzeiro é mínima, menos de 3%, segundo sites especializados em estatísticas do futebol.

FICHA TÉCNICA:

CRUZEIRO x CONFIANÇA

Motivo: 24ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data e horário: 27 de novembro de 2020 (sexta-feira), às 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Andrey da Silva e Silva (PA)
Assistentes: Bárbara Roberta da Costa Loiola (Fifa/PA) e Luiz Diego Nascimento Lopes (PA)

CRUZEIRO: Fábio; Raúl Cáceres, Manoel, Ramon (Cacá) e Matheus Pereira (Patrick Brey); Adriano e Jadsom Silva; Airton, Régis e William Pottker; Rafael Sobis. Técnico: Luiz Felipe Scolari

CONFIANÇA: Rafael Santos; Thiago Ennes, Nirley, Matheus Mancini e Silva; Serginho (Madison), Rafael Vila, Guilherme Castilho e Ítalo; Reis e Renan Gorne. Técnico: Daniel Paulista.

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