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Nilton diz que se ofereceu ao Cruzeiro e recorda saída do Vasco

Volante Nilton, do CSA, durante jogo contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro - Thiago Felix
Volante Nilton, do CSA, durante jogo contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro Imagem: Thiago Felix

Colaboração para o UOL, em São Paulo

06/06/2020 20h43

Bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro, o volante Nilton revelou ter se oferecido para voltar ao clube e disputar a Série B. Convidado do Expediente Futebol de hoje, o jogador, que está sem clube no momento, não escondeu o desejo de ajudar a Raposa, mas não foi procurado pela diretoria mineira.

"No começo do ano, quando soube da reconstrução. Naquele momento, eu sabia da dificuldade que o Cruzeiro se encontrava. Pelo Cruzeiro ter me proporcionado tantas coisas, acho que meu nome acabou se elevando um pouco mais, pelo clube ter aberto as portas para mim, queria tentar retribuir tudo que o clube fez por mim. Os torcedores também sempre me respeitaram, me receberam de braços abertos. Eu esperava ter o contato, mas, infelizmente, não houve. Da minha parte, tinha deixado muito a vontade. Sabia da condição financeira, que isso não teria problema porque o que eu queria mesmo era sempre estar dentro de campo e ajudar", contou Nilton.

O jogador ainda recordou sua saída conturbada do Vasco em 2012. Na ocasião, o jogador acionou o clube na Justiça para pedir o fim de seu vínculo.

"Eu cheguei a ficar seis meses sem receber. Fomos campeões da Copa do Brasil com três meses de salários atrasados. E a gente sempre colocou em primeiro lugar o profissionalismo e a instituição. Sabíamos que, se não fizéssemos o nosso papel, seria mais difícil. Então, a gente se fechou. (...) O que ajudou muito naquele momento foi a união do grupo. Conseguimos colocar o Vasco bem", relatou o volante, que seguiu:

Eu estava só atrás do meu direito. Sempre que eu estava em campo, deixei até a última gota de suor. Depois, o Vasco conseguiu honrar todas as suas pendências. O Vasco honrou com todas as suas pendências. (...) Eu tinha dinheiro às vezes só de gasolina e ia treinar com todo o profissionalismo. Não só eu, como outros ali.

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