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'Não vamos perder vidas', diz presidente da Portuguesa-RJ sobre retorno

Marcelo Barros, presidente da Portuguesa-RJ - André Oliveira / A.A. Portuguesa
Marcelo Barros, presidente da Portuguesa-RJ Imagem: André Oliveira / A.A. Portuguesa

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

26/05/2020 13h16

Marcelo Barros, presidente da Portuguesa-RJ, garantiu que nenhuma pessoa envolvida com o futebol carioca vai perder a vida com o retorno das atividades. O dirigente enalteceu o protocolo desenhado com a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) e salientou que, caso a situação atual não mude em breve, alguns clubes vão deixar de existir por conta da crise financeira.

Após reunião entre os clubes, Ferj e o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), no último domingo, ficou definido que os treinos vão poder acontecer a partir de hoje (26) - exceto os chamados "coletivo" e "rachão" -, e há a chance de o Campeonato Carioca retornar no dia 14 de junho. O prefeito, por sua vez, condicionou o retorno da competição à curva de casos no mês em questão.

"Não vamos perder vidas, pode ter certeza disso. Estamos trabalhando dentro de um protocolo seguro. E digo mais, estamos lidando com médicos que trabalham com futebol, estão no dia a dia... Temos a ciência de que todos os médicos envolvidos estão preparados para passar por essa demanda. Estamos muito tranquilos. A Portuguesa lamenta as vidas que foram perdidas, mas o futebol do Rio não vai colocar vida em risco. Quando acabar o Campeonato Carioca, podem cobrar. O protocolo é seguro e vai dar toda a tranquilidade necessária", disse, em entrevista à CBN, na noite da última segunda-feira.

Barros afirmou que a maioria dos jogadores quer voltar ao trabalho e disse que os atletas estarão mais seguros indo ao clube treinar que ficando em casa. Ele citou ainda o exemplo da Alemanha, país em que o calendário foi reiniciado e partidas já estão sendo realizadas.

"O que posso dizer que não é só a vontade dos clubes. Se pegar uma pesquisar que foi feita, quase a totalidade dos jogadores quer que retorne. Não é insensibilidade nossa, sabemos que é uma doença séria, que temos de tomar cuidado. Mas sabemos também que, dentro da nossa nova realidade, temos condições de realizar o futebol com segurança. Vimos lá na Alemanha que o futebol retornou com segurança, não foi apresentada nenhuma morte. Alemanha é uma país de primeiro mundo, mas também temos condições de seguir os protocolos que foram feitos", apontou, antes de completar:

"Não podemos observar isso com olhos negativos. Temos de pensar positivamente, pensar que vai dar certo porque trabalhamos para dar certo. O retorno vai ser feito de maneira isolada, ambiente todo higienizado, local aberto. Temos de pensar de maneira positiva para que possamos terminar a competição. Agora, com muita responsabilidade. Pode ter certeza que todos [os clubes] que participaram do protocolo estão prontos para jogar o Carioca. Temos de ter o entendimento que toda essa dinâmica é para que se possa retornar de maneira segura. Ninguém está sendo irresponsável. Acredito também que os atletas treinando vão estar mais seguros que estando em casa".

O presidente da Portuguesa-RJ indicou ainda que, caso o Estadual não volte em breve, alguns clubes podem deixar de existir.

"Precisamos terminar o Carioca porque, se não terminar em breve, daqui a pouco começa o Brasileiro e não teremos mais datas. E fica algo temerário quanto à situação toda. Não só o futebol, mas temos de pensar porque as pessoas estão passando muita dificuldade. Ainda estamos pagando [salários], mas, daqui a pouco, não teremos mais condições. Não temos mais nenhum tipo de arrecadação, mais um mês e não conseguimos mais pagar aos jogadores. Sei que as pessoas estão assustadas com a doença, mas também temos de nos preocupar com o futuro dos nossos clubes porque, se isso continuar, vão ter clubes com dificuldade financeira, perigo até de deixar de existir", emendou.

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