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Covid-19: 12% dos jogadores dizem que clubes mentiram para cortar salários

Fernando Moreno/AGIF
Imagem: Fernando Moreno/AGIF
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Do UOL, em São Paulo e no Rio de Janeiro

26/05/2020 04h00

Além de questionar sobre a volta do futebol, a pesquisa realizada pela Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) também questionou os jogadores sobre os cortes de salário feitos pelos clubes. Dos 734 atletas ouvidos, cerca de 12% afirmaram que seus clubes mentiram e descumpriram acordos e combinados para aplicarem cortes salariais em virtude da pandemia do novo coronavírus. Outros 14% disseram que os dirigentes aplicaram os cortes de forma unilateral, sem abrir antes nenhum tipo de diálogo.

O saldo geral da pesquisa é, entretanto, positivo: 62% dos atletas afirmam que seus clubes foram transparentes e, através do diálogo, chegaram a um consenso sobre os cortes salariais. Os 12% restantes afirmam que as negociações seguem de forma multilateral com suas equipes, mas ainda não há consenso. A pesquisa foi realizada em parceria com a consultoria Esporte Executivo, e ouviu jogadores de todos os estados e divisões do futebol brasileiro, masculinos e femininos. (Por Pedro Lopes)

Volta do futebol divide Vasco: parte do elenco e jurídico são contra

Favorável a volta dos treinamentos agora, ainda durante a alta de casos de covid-19 no Rio de Janeiro, o presidente do Vasco, Alexandre Campello, encontra resistência interna sobre o retorno. Insatisfeitos com os atrasos que chegam a quatro meses, alguns jogadores são contra a volta imediata. Parte do corpo jurídico do clube também discorda da decisão do mandatário. Ex-vice da pasta e sócio do escritório que defende o clube em causas trabalhistas, o advogado Paulo Reis se posicionou. Em nota, o experiente profissional e expoente da visão do direito no Cruzmaltino classificou o retorno como algo "temerário", enfatizando que caso algum atleta ou funcionário seja acometido pela covid-19, poderá considerar juridicamente que teve um "acidente de trabalho". (Por Bruno Braz)

Por outro lado... elenco do Vasco decide não "peitar" ordem por volta

Mesmo diante de um considerável grau de insatisfação, o elenco do Vasco conversou internamente e decidiu que, caso a diretoria defina pelo retorno aos treinos, não a "peitará", entendendo que tal postura colocará, inclusive, mais pressão nos dirigentes pela resolução do caso dos salários atrasados. (Por Bruno Braz)

Em meio à pandemia, Fla suspende contrato de médicos do clube

Em tempos de pandemia da covid-19, o Flamengo suspendeu o contrato de dois dos seus mais antigos colaboradores do departamento médico: os doutores Serafim Borges e Luiz Cláudio Baldi, ambos cardiologistas. Borges era o médico mais antigo do setor e integrou a comissão técnica da seleção brasileira que levantou o penta em 2002. Baldi checou ao clube em 2006 e ajudou em todos os mais importantes títulos dos últimos anos. A Medida Provisória 927, expedida pelo presidente Jair Bolsonaro, prevê a suspensão dos contratos de trabalho, que poderão ser retomados caso o clube deseje. (Por Leo Burlá)

Cruzeiro abre mão de cota fixa e projeta R$ 17 mi de PPV na série B

Em meio à confusão que vive, o Cruzeiro abriu mão da cota fixa rateada pelos clubes da série B - orçada em R$ 8 milhões (R$ 6 milhões pagos em parcelas de R$ 600 mil + R$ 2 milhões para logística) - e optou por receber apenas a arrecadação pelo pay-per-view do torneio. Quem joga a Série B só pode escolher um dos contratos colocados na mesa pela Globo. Com a pandemia que vai ainda vai impedir público nos estádios por um bom tempo, a expectativa da diretoria é que a busca pelo serviço aumente e esse valor suba para algo na casa dos R$ 17 milhões, superando a opção pela cota fixa. Nos últimos anos, o time celeste recebeu entre 14 e 15 milhões de reais pelo PPV por temporada. (Por Gabriel Vaquer)

Corinthians: Oposição lança manifesto para evitar que clube gaste mais

Uma das chapinhas de oposição no Corinthians lançou um manifesto intitulado de "SOS Corinthians", a fim de evitar gastos em excesso no clube alvinegro. O grupo tem como um dos líderes o ex-diretor financeiro da primeira gestão de Andrés Sanchez, Raul Corrêa. Um relatório cita medida para serem implementadas ainda em 2020 medidas, inclusive durante a pandemia no no coronavírus. O grupo pede previsão orçamentária, diminuição imediata de gastos, organização de receita e revisão de contratos. O Conselho de Orientação (CORI) mediará a discussão entre situação e oposição. (Por Diego Salgado)