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Coronavírus: 'Situação é mais difícil que imaginávamos', diz Nenê

Nenê, atacante do Fluminense - Lucas Merçon/Fluminense FC
Nenê, atacante do Fluminense Imagem: Lucas Merçon/Fluminense FC

Colaboração para o UOL, em São Paulo

29/04/2020 22h56

O atacante do Fluminense Nenê acredita que o retorno do futebol ainda está longe. Em entrevista ao Troca de Passes, do SporTV, hoje (29), o jogador opinou que a pandemia gerou uma situação mais grave que ele imaginava e disse que tentar acelerar o processo de retorno das atividades pode ser perigoso.

"A gente está vendo que a situação está mais difícil do que imaginávamos. [...] É algo para se tomar muito cuidado. Acho que vai demorar mais do que imaginamos no começo. A gente fica ansioso pra voltar logo. Eu não gosto de ficar parado, mas o principal é ter a noção de que temos que aguardar o governo e os responsáveis pela saúde para voltar. [...] Daqui vinte dias, eu acho muito difícil. E é perigoso querer acelerar o processo agora", declarou.

Nenê ainda falou sobre a situação financeira do Fluminense. O atacante afirmou que o clube passa por dificuldades, mas ressaltou que o trabalho da diretoria tem sido muito correto em relação aos atletas e funcionários.

"Todos os clubes estão com dificuldades financeiras agora, perdendo cotas, patrocinadores. O Fluminense está com bastante coisa acertada. Diante da situação, estamos bem. O presidente está agindo de uma maneira muito correta conosco. Não são todos que ganham um salário tão alto, principalmente no futebol brasileiro. A dificuldade é grande. Temos conversado sobre como poder ajudar o entorno", complementou.

Aposentadoria?

Questionado sobre a proximidade de sua aposentadoria, Nenê, que completa 19 anos no próximo mês de julho, disse que quer jogar pelo menos mais dois anos. O atacante explicou que a paralisação do futebol atrasou as negociações com o Fluminense pela renovação de seu contrato, mas afirmou que deseja continuar no clube carioca.

"Eu ainda tenho bastante tempo. Mais uns dois, três anos de carreira eu acho que tenho. A gente ainda não conversou sobre renovação, mas da minha parte eu quero. Fisicamente, estou me sentindo bem. Sou muito competitivo. Nunca tive lesão grave, nunca precisei operar, sou disciplinado. Mais uns dois, três anos, pelo menos. Depois disso, o que vier é lucro", completou.