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Juiz nega critério de oportunidade e mantém Ronaldinho investigado

Ronaldinho Gaúcho chega para prestar depoimento no Palácio de Justiça de Assunção - Norberto Duarte/AFP
Ronaldinho Gaúcho chega para prestar depoimento no Palácio de Justiça de Assunção Imagem: Norberto Duarte/AFP

Do UOL, em São Paulo

06/03/2020 20h15

Resumo da notícia

  • Juiz decidiu que Ronaldinho e Assis não se livraram de investigação pelo caso de documentos falsificados
  • Promotores haviam pedido "critério de oportunidade", que livraria os irmãos de processo
  • Procuradora geral terá dez dias para definir se acata ou nega o "critério de oportunidade"
  • Ronaldinho e Assis não têm medidas cautelares e podem deixar o Paraguai
  • Empresário brasileiro teve prisão decretada e será encaminhado a presídio
  • Duas mulheres paraguaias envolvidas no caso deverão cumprir prisão domiciliar

O juiz de garantias Mirko Valinotti deu trâmite de oposição ao pedido de aplicação do "critério de oportunidade" a Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto Assis no caso em que se investiga a entrada do ex-jogador no Paraguai com um passaporte paraguaio adulterado.

Com esta decisão, o caso foi repassado à procuradora geral, Sandra Quiñónez, que terá um prazo de dez dias para ratificar ou negar o pedido dos promotores Federico Delfino e Alicia Sapriza, do uso do "critério de oportunidade", que livraria os ex-jogadores brasileiros de processo em troca de colaboração com a justiça e reparação social, alegando que eles não estariam implicados diretamente.

O juiz liberou Ronaldinho e seu irmão para que possam deixar o Paraguai por não terem medidas cautelares, enquanto o caso passa a depender da procuradoria.

"Não existem medidas cautelares para Ronaldinho e seu irmão. Aqui houve uma solicitação de critério de oportunidade e eles não se encontram com nenhum requerimento de medidas cautelares. Atualmente eles não se encontram com medidas cautelares que os impeçam de deixar o país", explicou Valinotti.

Segundo o jornal paraguaio ABC Color, Ronaldinho e seu irmão já não estão mais hospedados no Hotel Yatch & Golf Club, em Assunção. A publicação ainda informa que os brasileiros têm passagens de volta ao Brasil agendadas para o domingo.

Já o empresário brasileiro Wilmondes Sousa Lira, apontado por ser o responsável por entregar os documentos falsificados a Ronaldinho e Assis, teve prisão decretada pelo juiz e será encaminhado ao presídio de Tacumbú, em Assunção.

Já para María Isabel Gayoso e Esperanza Apolonia Caballero, também investigadas no caso e que tinham pedido de prisão preventiva pela promotoria, o juiz definiu que elas deverão cumprir prisão domiciliar.

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