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Promotores de caso Ronaldinho viram alvo de investigação no Paraguai

Ronaldinho deixa o Ministério Público do Paraguai após prestar depoimento ao lado do irmão Assis - JORGE ADORNO
Ronaldinho deixa o Ministério Público do Paraguai após prestar depoimento ao lado do irmão Assis Imagem: JORGE ADORNO

Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

06/03/2020 17h08Atualizada em 06/03/2020 23h06

O Jurado de Enjuiciamento de Magistrados do Paraguai (JEM), órgão que fiscaliza a atuação de promotores, juízes e defensores no país, decidiu abrir uma investigação sobre a atuação dos promotores no caso de Ronaldinho. O UOL Esporte teve acesso ao documento que comunica a abertura do caso ao promotor Federico Delfino, responsável pela decisão de não denunciar o ex-jogador brasileiro e seu irmão.

O ofício enviado ao Ministério Público do Paraguai pede o envio de todos os autos da investigação que resultou na decisão de inocentar o brasileiro e seu irmão. Ele ainda faz referência a uma matéria do jornal paraguaio ABC Color de ontem que afirma que "Ronaldinho Gaúcho ficará livre depois de admitir delitos". O prazo para resposta é de 24 horas.

O MP paraguaio considerou, nesta sexta, que Ronaldinho e Assis foram enganados ao receberem passaportes paraguaios falsos sem tê-los solicitado. Na interpretação do órgão, o ex-jogador e seu irmão e empresário foram vítimas de falsificadores. A expectativa é de que os brasileiros sejam liberados nas próximas horas.

Na noite desta sexta-feira (06), porém, o caso deu uma reviravolta. Por ordem da Justiça, Ronaldinho e Assis acabaram presos preventivamente para permanecerem no Paraguai durante as investigações.

Entenda o caso

Detido no hotel com Assis

Ronaldinho e Assis acabaram detidos pela Polícia paraguaia na noite de quarta-feira (04) na suíte de um hotel. A convite para dois eventos no país vizinho, o ex-jogador do Barcelona e o irmão receberam passaportes e registros civis (equivalente ao RG brasileiro) paraguaios. Nos documentos, o ex-camisa 10 da seleção era identificado como paraguaio naturalizado.

Por que não abordaram Ronaldinho no aeroporto?

O reconhecimento dos documentos falsos de Ronaldinho e Assis ocorreu ainda no aeroporto paraguaio. Porém, diante de todo o cenário de presença de público para a chegada do ex-jogador, as autoridades decidiram postergar a abordagem para o período da noite, já no hotel e minimizando as chances uma confusão com fãs do antigo astro do Barcelona.

Quem foi preso?

Antes de Ronaldinho e Assis, Wilmondes Sousa Lira, brasileiro de 45 anos, acabou preso pela polícia ainda no início das investigações sob a acusação de fornecer os passaportes. Duas mulheres com suposta relação com o caso também foram detidas pelas autoridades.

Depoimento longo

Ronaldinho e Assis permaneceram boa parte da última quinta-feira (05) no Ministério Público para prestar esclarecimentos. Os dois chegaram pela manhã e só saíram no fim da tarde, sem responder a totalidade de perguntas sobre o caso. Hoje, Ronaldinho e Assis foram ao tribunal para o julgamento do "critério de oportunidade", que acabou negado pelo juiz de garantias Mirko Valinotti,

Caso rende renúncia

O caso Ronaldinho provocou a renúncia de Alexis Penayo, diretor do Departamento de Migrações do Paraguai. Penayo alegou falta de apoio. Em nome do ministro Euclides Acevedo, o Ministério do Interior paraguaio criticou publicamente o departamento pela falta de posição assim que Ronaldinho desembarcou no país.

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