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Por que Palmeiras torce para não chover durante troca de gramado no Allianz

Em obras há 12 dias, gramado tem previsão de entrega até a segunda quinzena de fevereiro - Divulgação/Allianz Parque
Em obras há 12 dias, gramado tem previsão de entrega até a segunda quinzena de fevereiro Imagem: Divulgação/Allianz Parque

Arthur Sandes

Do UOL, em São Paulo

24/01/2020 12h00

Resumo da notícia

  • Próxima etapa da troca do gramado do Allianz precisa de alguns dias sem chuva
  • É necessário solo seco para a aplicação do asfalto diluído sobre a brita
  • Previsão é de final de semana de estiagem, mas chuva a partir de segunda-feira (27)
  • Ontem a chuva parou os trabalhos momentaneamente, pela manhã
  • Obras na Academia de Futebol já parou por uma semana por causa da chuva

A entrega do novo gramado do estádio do Palmeiras depende de uma contribuição meteorológica. Entre esta e a próxima semana, a instalação da grama sintética no Allianz Parque precisa de três dias seguidos de solo seco para a aplicação de uma camada de asfalto diluído. Desta forma, é preciso que a chuva não atrapalhe como aconteceu na obra da Academia de Futebol.

Os trabalhos em um dos campos do CT do Palmeiras, que haviam começado ainda em dezembro, ficaram parados por uma semana por causa das chuvas. "Faltavam dois dias para a gente chegar na manta e depois colocar a brita. Se chegasse na manta, poderia chover à vontade, mas por dois dias não deu tempo", conta Edson Gomes, gerente comercial da Soccer Grass, empresa contratada para reformar o terreno.

No estádio esta fase já passou, mas a chuva ainda é uma questão. No momento os funcionários nivelam o terreno após colocar uma camada de brita, que dá sustentação e ajuda na drenagem do futuro gramado. Agora a chuva precisa dar uma trégua, para nos próximos dias o terreno receber uma solução de asfalto. "Nós pegamos o asfalto bruto, a frio, diluímos ele em 50% de água e então aplicamos sobre a brita para fazer uma pedra colar na outra", explica Gomes.

São necessários até três dias de sol antes da aplicação, que precisa ser feita na brita seca. O asfalto é colocado de madrugada, quando o piso está todo frio, e então é preciso mais 24 horas de estiagem para a mistura secar. A partir disso, funcionários e máquinas podem voltar a transitar sobre o local sem que o produto grude. O plano original é que isto aconteça ao longo da próxima semana.

Rolos de grama sintética já estão no Allianz Parque, onde esperam para ser aplicados - Divulgação/Allianz Parque
Rolos de grama sintética já estão no Allianz Parque, onde esperam para ser aplicados
Imagem: Divulgação/Allianz Parque

Segundo previsão do Jornal do Tempo, site parceiro do UOL, a cidade de São Paulo deve ter um final de semana sem chuvas. Pode haver garoa na segunda-feira (27), pancadas de chuva nos dois dias seguintes, e clima bastante úmido a partir de quinta (30). Mesmo nos dias de chuva, no entanto, é possível que ela poupe o Allianz Parque e caia apenas em outras regiões da cidade. Ontem (23) pela manhã o trabalho no estádio chegou a ser momentaneamente paralisado por causa da chuva.

Ainda que a chuva atrase a aplicação do asfalto, as próximas etapas podem compensar o tempo perdido. O terreno ainda recebe uma espécie de espuma antes da grama sintética em si, daí basta preencher o campo com uma areia específica e as borrachinhas que ajudarão no equilíbrio dos jogadores. Nesta reta final da obra, a chuva não passaria de uma inconveniência.

"Temos uma cola que tem reação justamente à base de umidade, então, pode chover que não vai nos comprometer. O que não pode é cair uma chuva muito densa, porque o rolo [de grama sintética] tem 4m por 78m, se molhar fica muito pesado", brinca Gomes.

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