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Cruzeiro espera reencontrar paz e trazer torcida de volta com nova gestão

Torcida protestou até a queda do presidente Wagner Pires e terá papel importante em reestruturação do Cruzeiro - Alessandra Torres/AGIF
Torcida protestou até a queda do presidente Wagner Pires e terá papel importante em reestruturação do Cruzeiro Imagem: Alessandra Torres/AGIF

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

20/12/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Mesmo cheio de problemas, Cruzeiro ganhará mais tranquilidade após saída de Wagner Pires
  • Novo conselho gestor vai encontrar o clube cheio de problemas, mas menos turbulento nos bastidores
  • Uma das tarefas do grupo de empresários é recuperar a credibilidade com o torcedor e mantê-lo por perto
  • Adesão da torcida pode contribuir para aumento da receita nas cotas de TV e venda de camisas

Na noite de ontem (19), o torcedor do Cruzeiro ganhou uma notícia que já aguardava há meses, ao saber da renúncia do presidente Wagner Pires de Sá e seu primeiro vice, Hermínio Lemos. Ainda hoje, o segundo vice, Ronaldo Granata, também deverá oficializar sua saída. Mesmo com os inúmeros problemas que o clube atravessa, a renúncia coletiva dará aos futuros administradores um pouco de paz, algo que se tornou raro. Com menos resistência de dentro e de fora para trabalhar, uma força tarefa paralela à reestruturação da agremiação será feita para resgatar a confiança da torcida e não deixar que ela se afaste do time em 2020.

O Cruzeiro será presidido interinamente por José Dalai Rocha, presidente do Conselho Deliberativo. Sua tarefa mais urgente será formalizar o novo comitê gestor, formado por sete empresários que se dividirão para administrar o clube. Eles também serão um dos responsáveis por buscar estratégias para aumentar a adesão do torcedor ao programa de sócio. Nos últimos anos, e principalmente nesta temporada, o Cruzeiro perdeu muitos associados, e lucrou pouco, tanto com o programa quanto com as arrecadações dos jogos no Mineirão.

A troca no comando do Cruzeiro também era algo muito desejado pela torcida, que, inclusive, condicionou sua participação à mudança na cadeira principal do clube. Pelas redes sociais, torcedores comuns e organizados criaram campanhas para boicotar o programa de sócio ou às compras de materiais do clube em caso de permanência de Wagner Pires e seus vices. Com a saída do trio, a cobrança deve continuar, mas os protestos e ameaças na frente da sede administrativa e no domicílio de dirigentes, que se tornaram frequentes neste fim de ano, devem ganhar uma pausa.

Pelo menos em duas situações, a participação do torcedor será importante. Ao ter que disputar a Série B, o Cruzeiro verá suas receitas caírem vertiginosamente. Por isso, uma forte adesão aos pacotes de TV poderá surgir como fonte de renda. Outra ajuda que pode vir do torcedor é na compra dos produtos oficiais. A Adidas, fornecedora esportiva a partir do ano que vem, já antecipou parte da sua receita para cobrir o rombo de 2019. Desta forma, o aumento das vendas de camisa poderá reequilibrar o saldo com a marca alemã e passar a dar lucro para a Raposa.

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