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Tardelli avalia 2019 no Grêmio: "meu desempenho poderia ter sido melhor"

Diego Tardelli pode deixar o Grêmio nesta janela de transferências do mercado da bola - Silvio Ávila/EFE
Diego Tardelli pode deixar o Grêmio nesta janela de transferências do mercado da bola Imagem: Silvio Ávila/EFE

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

13/12/2019 04h00

Aposentadoria é palavra que passa longe do vocabulário de Diego Tardelli nos dias de hoje. O atacante do Grêmio acredita que pode atuar em alto nível por mais dois ou três anos. Depois da primeira temporada de volta ao Brasil, o jogador avaliou o período no Sul e disse que poderia ter rendido mais.

"Eu sou muito crítico e faço sempre uma autoavaliação. Tenho plena consciência de que meu desempenho poderia ter sido melhor este ano. Não é fácil voltar ao país após quatro anos na China. Infelizmente, a minha readaptação ao Brasil foi muito mais difícil do que eu imaginava, justamente em um período em que o time também não vivia um bom momento. Passei por algumas situações bem complicadas neste retorno e acredito que eu não estava psicologicamente preparado para enfrentá-las, mas isso faz parte do passado e agora eu só quero olhar para frente", afirmou em entrevista ao UOL Esporte.

O futuro no Tricolor é incerto. Com sondagens no mercado da bola, o atacante de 34 anos poderá deixar o clube. A certeza é que não existe a menor chance de aposentadoria neste momento.

"Absolutamente, não. Ainda tenho 34 anos, me sinto muito bem, estou em boa condição física e tenho convicção de que posso jogar em alto nível por, pelo menos, mais dois ou três anos", disse. "Meus planos são fazer uma grande temporada, mas, neste momento, penso apenas em descansar e aproveitar muito a minha família", completou.

Alternando momentos de titularidade e reserva ao longo de 2019, Tardelli conquistou rapidamente o respeito e admiração dos colegas. Tanto que, no fim da temporada, os amigos mais próximos do grupo fizeram uma confraternização e um pedido especial para ele permanecer no clube.

"Sempre fui uma pessoa do bem, um cara extremamente alegre e divertido. Graças a Deus, por onde passei sempre fiz grandes amigos e me dei bem com todo mundo. No Grêmio não seria diferente. Mas o problema é que eu não estava feliz. Os jogadores sabiam da dificuldade que eu estava vivendo e procuraram me ajudar. Conversei várias vezes com o Maicon, Geromel, Paulo Vitor, André e vários outros. Eles me deram um apoio incondicional e sou muito grato a todos eles. Por essas e outras que eu tenho um respeito enorme por todo esse grupo", contou.

Convivendo com dificuldades para se adaptar ao futebol brasileiro depois de muito tempo na China, Tardelli ouviu cobranças e críticas, mas encarou com naturalidade o processo de retorno.

"A cobrança faz parte do futebol e estou acostumado. Ela aumenta de acordo com a expectativa criada, de acordo com o currículo que, felizmente, criei ao longo da carreira e de tudo o que conquistei. Entendo e respeito as críticas, e procuro aprender com elas quando são construtivas. Mas o problema é que com o crescimento das redes sociais, muitas pessoas se sentem no direito de fazer o que bem entendem, como atacar, ofender, propagar o ódio e inventar mentiras, até mesmo com perfis falsos. Percebi que depois de um jogo com o Flamengo, pelo Brasileiro, os ataques aumentaram muito. Antes, eu não era o alvo principal e, de repente, passei a ser, muitas vezes apenas eu. Entendo a paixão do torcedor, mas o futebol é um esporte coletivo, onde perdemos todos e ganhamos juntos. Mas isso faz parte da cultura e a gente precisa lidar com isso", argumentou.

De férias, Tardelli aguarda a definição de seu futuro. Hoje ele é jogador do Grêmio, mas a tendência aponta realmente para saída.

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