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Com 39% da população abaixo da linha da pobreza, Ruanda patrocina o PSG

Divulgação
Imagem: Divulgação

Da Rádio França Internacional

05/12/2019 15h25

Resumo da notícia

  • Parceria entre PSG e Ruanda foi anunciada ontem e valerá a partir da temporada 2020/2021; país também patrocina o Arsenal
  • Parlamentares de países que doam a Ruanda questionam ações, já que país tem 39% da população abaixo da linha da pobreza
  • Conselho de Desenvolvimento de Ruanda alega que os críticos não entendem o impacto dessas campanhas na economia do país

O time de futebol Paris Saint-Germain (PSG) divulgou ontem uma parceria de três anos com o governo de Ruanda, sem especificar o valor. Em maio de 2018, o país africano já havia assinado um acordo desse tipo com o Arsenal, estimado em US$ 40 milhões. O objetivo de ambos os patrocínios é promover o turismo e os produtos ruandeses.

A partir da próxima temporada (2020/2021), o Parc des Princes, estádio oficial do clube parisiense, já estará com as cores do logotipo "Visit Rwanda", o slogan que visa atrair mais turistas para o país. Um logotipo que também será encontrado nas camisas de treino dos jogadores - mas não nas dos jogos propriamente ditos - e nas camisas oficiais da equipe feminina do PSG. Além disso, os torcedores poderão provar chá e café ruandês no estádio parisiense.

A parceria foi anunciada oficialmente durante o jogo do PSG contra o Nantes, ontem, por meios de painéis luminosos que projetavam vídeos da campanha.

O Conselho de Desenvolvimento de Ruanda, a agência governamental por trás dessa parceria, conta com a notoriedade dos jogadores do PSG, que serão convidados a Ruanda, para promover os locais turísticos do país.

39% da população vive abaixo da linha da pobreza

No ano passado, o anúncio de um primeiro contrato desse tipo com o Arsenal levantou muitas críticas. Parlamentares de países doadores de ajuda ao desenvolvimento em Ruanda questionaram o mérito de tal investimento em um país onde, segundo a Unicef, 39% da população vive abaixo da linha da pobreza.

Para Belize Kariza, do Conselho de Desenvolvimento de Ruanda, os críticos não entendem o impacto dessas campanhas na economia do país e, especialmente, no setor de turismo. Ele garante que, no ano passado, Ruanda recebeu 1,7 milhão de visitantes, 8% a mais que no ano anterior.

Com crescimento de 8,6% em 2018, segundo comunicado do PSG, Ruanda foi considerado o segundo país que mais cresce na África. A campanha faz parte da estratégia do país para atrair turistas e desvincular-se da imagem de violência deixada pelo genocídio de 1994. Neste ano, Ruanda relembrou os 25 anos do genocídio que devastou o país, com o extermínio de 800 mil pessoas.

O site do clube parisiense já conta com um vídeo promocional do país do leste africano, de duração de 34 segundos, em que as estrelas do PSG, como Neymar, Mbappé e Marco Verrati, dizem a frase "This is Rwanda" ("Isso é Ruanda", em português), ao lado das paisagens naturais do país.

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