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Mineirão vira palco de brigas, bombas e ameaças em derrota do Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

29/11/2019 00h13

Resumo da notícia

  • Cruzeiro perdeu para o CSA e Mineirão virou palco de guerra durante e após a derrota
  • Sinalizadores e objetos foram arremessados em campo, e brigas aconteceram dentro e fora do Mineirão
  • Equipe celeste produziu um futebol pobre e permanece na zona de rebaixamento do Brasileirão

O Mineirão virou um palco de guerra durante e após a derrota do Cruzeiro por 1 a 0 para o CSA, na noite de hoje (28), que manteve o time celeste na zona de rebaixamento do Brasileirão. O clima pacífico e de apoio marcou boa parte do jogo, mas a hostilidade tomou conta do estádio principalmente no segundo tempo, após o pênalti perdido por Thiago Neves.

Minutos antes do jogo, gritos de ameaça foram entoados nas arquibancadas em caso de uma derrota em casa. Durante o jogo, o tom hostil deu lugar ao apoio do torcedor. Após muita fumaça na entrada ao campo, a torcida tentou motivar os jogadores, mas esboçou impaciência a partir dos dez minutos, quando jogadores erravam passos bobos ou desperdiçavam jogadas fáceis. Apesar de dominar, o Cruzeiro não empolgava torcida, e criou só uma boa chance na etapa inicial, com Pedro Rocha. Pouco antes do intervalo, veio o castigo e o gol do CSA, dando início às vaias.

Na etapa final, uma nova tentativa de animar o time veio das arquibancadas. A pressão celeste aconteceu, mas na maioria das vezes foi marcada pela desorganização e nervosismo. O pênalti marcado, faltando quase meia hora para o fim do jogo, deu um novo gás. Mas a frustração veio minutos mais tarde, com Thiago Neves desperdiçando a cobrança. Foi a gota d'água para uma série de acontecimentos lamentáveis fora das quatro linhas.

Ainda antes de a partida ser interrompida, Thiago Neves passou a ser vaiado ao tocar na bola e Abel Braga foi chamado de burro por tirar o velocista Ezequiel para colocar Sassá. Pouco tempo depois, o jogo precisou ser paralisado porque sinalizadores foram arremessados em campo. Brigas aconteceram nos anéis inferiores e superiores do Mineirão, e bombas foram ouvidas nos dois setores. Em vários outros pontos do estádio, torcedores optaram por ir para a casa mais cedo, alguns chorando com a situação do clube, outros com medo de acontecer algo pior. Nos arredores, mais brigas aconteceram, inclusive entre membros de torcidas organizadas da Raposa.

Nos últimos minutos de jogo, o Cruzeiro, já na base do desespero, tentou ao menos empatar a partida, mas o CSA conseguiu se segurar bem e até ameaçar em algumas descidas, já que o time mandante estava totalmente aberto. Gritos de olé e 'time sem vergonha' foram entoados. No fim, policiais precisaram fazer um bloqueio para proteger os atletas, já que vários objetos e líquidos foram arremessados na saída do campo.

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