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Roberto Carlos diz que Luxa caiu no Real após cortar bebida da concentração

Roberto Carlos marcou presença na cerimônia "The Best", da Fifa - Tullio Puglia/Fifa/Getty Images
Roberto Carlos marcou presença na cerimônia "The Best", da Fifa Imagem: Tullio Puglia/Fifa/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

09/10/2019 15h26

O ex-lateral esquerdo Roberto Carlos concedeu uma longa entrevista ao ex-goleiro português e hoje apresentador Vítor Baía. Durante a conversa, o brasileiro revelou bastidores sobre o período "galáctico" do Real Madrid e a força do elenco diante dos treinadores.

Em determinado momento, o ex-jogador disse que Vanderlei Luxemburgo, que comandou o clube espanhol na metade dos anos 2000, teve problemas no cargo após tirar a cerveja e o vinho dos atletas na concentração.

"O Vanderlei Luxemburgo ficou seis meses no Real Madrid. No segundo jogo da Liga, tínhamos o costume de chegar na concentração, deixar as malas no quarto e, antes do jantar, tomar nossa cervejinha e nosso vinho. E sempre em cima da mesa tinha o vinho, duas garrafas em cada mesa. Eu e o Ronaldo chegamos no professor e falamos: 'Temos uns costumes aqui e você vai ver, mas tenta não mudar. Não tira o vinho da mesa e os 20 minutos da cerveja antes do jantar porque senão vai ter problema'", disse.

"Aí o que ele fez? Tirou primeiro a cerveja e depois as garrafas de vinho. Demorou três meses porque o mundo do futebol é pequeno, as notícias chegaram na diretoria e tchau. Era nosso ambiente de vestiário", continuou.

A versão é diferente da contada por Luxemburgo em outras entrevistas. O técnico acredita que foi demitido após um desgaste com presidente Florentino Pérez.

Roberto Carlos ainda revelou que "fazia muita besteira". Segundo o ex-jogador, o único treinador que entendeu perfeitamente o grupo foi Vicente Del Bosque.

"Hoje eu fico pensando como a gente fazia tanta besteira. Acabava o jogo, era só voo privado. Nos encontrávamos na área privada do aeroporto. Era Beckham que ia não sei para onde, o Figo, Zidane, Ronaldo, eu, Casillas... e tinha treino dois dias depois. Eu ia para a Fórmula 1 direto. Eu rezava para os jogos serem de sábado para conseguir ver a Fórmula 1 no domingo, onde fosse. Era voo privado para tudo quanto é lado", disse.

"O Del Bosque entendia perfeitamente. Ele sempre colocava o treinamento à tarde. Os treinos de segunda e terça eram todos cinco da tarde. Ele não colocava nunca 11 da manhã porque sabia que quase ninguém chegava. Que história bonita, né? Que exemplo bonito estamos dando para as crianças em casa... Não façam o que fizemos, mas ganhem o que nós ganhamos", completou.

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