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Aposta em garotos falha, e Ceni continua à procura do Cruzeiro ideal

Do UOL, em Belo Horizonte

15/09/2019 04h00

Rogério Ceni continua à procura da escalação ideal do Cruzeiro. Ontem (14), na derrota para o Palmeiras, o treinador surpreendeu mais uma vez e realizou mudanças ousadas no time. Ao promover dois garotos, o comandante viu a equipe adotar postura diferente, mas ainda não encontrou o encaixe que deseja. Para o próximo jogo, contra o Flamengo, novas mudanças não estão descartadas.

Em relação à goleada sofrida para o Grêmio na rodada anterior, Ceni fez quatro mudanças no time. Entraram Orejuela, Rafael Santos, Éderson e Pedro Rocha. A maior surpresa foi Rafael Santos, que venceu a concorrência de Egídio e Dodô para ser titular na lateral-esquerda. Apesar da personalidade, o jogador de 21 anos enfrentou uma situação adversa. Sofreu com as ofensivas de Dudu e Marcos Rocha e teve dificuldades nos passes. Com apenas um jogo até então na temporada, deixou o campo com cãibra.

No meio-campo, Ceni ainda não achou um companheiro ideal para o capitão Henrique. Na teoria, ele quer um jogador que faça uma saída de bola com qualidade. Robinho já foi testado como segundo volante, mas mostrou notória dificuldade para auxiliar na marcação. Por ter características parecidas com as de Henrique, Ariel Cabral foi descartado pelo treinador.

Contra o Palmeiras, Ceni testou Éderson como segundo volante. Atuando em sua posição de origem, o garoto de 20 anos, que já tinha a confiança de Mano Menezes, não se escondeu. Por outro lado, perdeu muitas bolas e não conseguiu fazer a transição para o ataque. Assim, o Cruzeiro sofreu muito para fazer a bola chegar aos seus homens de frente, tornando-os inoperante em boa parte do jogo.

"Os garotos tiveram personalidade, nos ajudaram. O Cruzeiro vem em uma situação financeira difícil, é importante lançar alguns jogadores da base. Claro que não será em todos os jogos, mas é uma oportunidade. O Rafael (Santos) só tinha jogado contra o Bahia, e o Éderson eu já vinha gostando muito dele nos treinos. O Robinho é muito talentoso, mas é difícil fazer a marcação ao lado do Henrique. Quando temos um jogador assim, por mais que seja jovem, ele tem mais energia, porque já é daquela posição", disse Rogério.

Há outros setores ainda com futuro indefinido. Na zaga, a expectativa era que Fabrício Bruno jogasse com Leo enquanto Dedé se recupera de lesão. Porém, apesar da experiência, o zagueiro ficou no banco e deu lugar ao jovem Cacá. Aos 20 anos, o garoto fez sua sexta partida no ano e chamou atenção de forma positiva, exceto no lance que originou o gol do Palmeiras, quando ele se atraplhou com a bola antes de ver Bruno Henrique aproveitar a sobra e fazer o gol da vitória.

No ataque, os próximos dias e jogos também dirão o que Rogério Ceni pensa sobre alguns medalhões. Centro da polêmica que envolveu críticas públicas ao treinador, Thiago Neves começou a partida de ontem no banco e só entrou no segundo tempo. Além dele, Robinho é outro que tem mais posição garantida.