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Cartões se multiplicam na zaga, expulsões complicam e Santos liga alerta

Sampaoli gesticula durante derrota do Santos para o Cruzeiro - Ivan Storti/Santos FC
Sampaoli gesticula durante derrota do Santos para o Cruzeiro Imagem: Ivan Storti/Santos FC

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

20/08/2019 04h00

Em dois dos últimos três jogos fora de casa, o Santos teve de lidar com problemas causados por expulsões prematuras de um de seus zagueiros: Veríssimo, contra o Botafogo, e Gustavo Henrique, diante do Cruzeiro. A grande quantidade de cartões recebidos pelos defensores ligou o sinal de alerta na Vila Belmiro.

O estilo de jogo de Jorge Sampaoli, que atua com a defesa alta, colabora para que os números sejam aumentados, já que constantemente a zaga santista é pega em profundidade ou situações que precisa parar a jogada. Juntos, os quatro zagueiros utilizados pelo argentino somam 27 amarelos e quatro vermelhos na temporada, marca muito superior aos últimos três anos.

Na temporada anterior, a quantidade de cartões nesta altura da temporada foi inferior. Sem Aguilar e com David Braz entre o quarteto que mais atuava, a zaga do Peixe somou 20 amarelos recebidos, mas apenas um vermelho.

Já nos dois anos anteriores, os números são bem mais baixos. Em 2017, com Braz, Veríssimo, Cléber Reis e Yuri - já que Gustavo Henrique e Luiz Felipe se recuperavam de grave lesão - a equipe recebeu 17 amarelos e um vermelho até a 15ª rodada do Brasileirão. Na temporada antecedente, foram 16 amarelos e um vermelho para o quarteto Gustavo Henrique, Luiz Felipe, David Braz e Lucas Veríssimo.

O ano de 2015 foi o que mais chegou perto dos números atuais de advertências: 25 amarelos e três vermelhos. A equipe começou o ano com Enderson Moreira no comando, passou pelas mãos do interino Marcelo Fernandes, que acabou campeão Paulista, e depois, em julho, teve o início da segunda "Era Dorival Jr" que duraria até 2017.

Dorival tinha um estilo parecido com o de Sampaoli quando o assunto é linha defensiva alta. O ex-técnico chegou a jogar com o volante Yuri, e até o meia Rafael Longuine, improvisados no setor para melhorar a construção de jogo desde a defesa, mas a filosofia foi implantada aos poucos. Quando chegou, Dorival armou o Santos mais vezes no contra-ataque do que como proponente de jogo.

Nos dois anos seguintes, já com mais continuidade de trabalho e tempo de casa do que o argentino, Dorival colocou em prática a filosofia com elementos parecidos com o que faz hoje Sampaoli e os números de advertências, como já citado, se mostram mais baixos.