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Flu busca saídas pra crise e vê programa de sócios como uma das prioridades

Diretoria tem tomado medidas para atrair torcedores e foca na formulação do programa de sócio-torcedor - Reprodução
Diretoria tem tomado medidas para atrair torcedores e foca na formulação do programa de sócio-torcedor Imagem: Reprodução

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

06/07/2019 12h00

"Eu tenho amor ao Tricolor" e "unido e forte pelo esporte" são trechos do hino do Fluminense, mas que podem, em parte, traduzir uma aposta deste início de gestão de Mario Bittencourt. Promessa de campanha, a nova diretoria colocou como uma das prioridades aumentar o número de sócios e ampliar o programa visando, consequentemente, aumentar o volume de receitas e, assim, caminhar para amenizar a crise financeira pela qual o clube passa.

Uma das medidas adotadas foi o fato de o tricolor que quiser entrar de sócio-torcedor neste mês, que é o de aniversário do Fluminense, não paga taxa de adesão. "Julho é o mês de aniversário do Fluzão. E quem se tornar sócio até o dia 31 não paga a taxa de adesão de R$ 30 dos planos mensais do Sócio Futebol. Economia boa para fazer o Tricolor mais forte", diz trecho de peça usada na ação promocional.

Além disso, há estudos em curso para que se possa consolidar as vantagens oferecidas para que possa atrair mais gente.

Durante a campanha, Mario Bittencourt, em entrevista ao UOL Esporte, salientou o quão importante enxergava a relação do número de sócios com a saúde financeira do clube.

"Primeiramente, tem o papel da diretoria. Depois vem o da torcida. Temos de criar mecanismos como um grande plano do sócio futebol para que os torcedores possam fazer adesão. E o Fluminense tendo um sócio futebol forte, pagaria a folha. Nosso sonho é ter 100 mil sócios, mas se conseguir fidelizar 40 mil a R$ 50 por mês, por exemplo, de tíquete médio, estamos falando de R$ 2 milhões por mês, o que já seria um bom aporte no futebol", disse, o então candidato, que completou:

"Acho que hoje [o Fluminense] arrecada entre R$ 200 milhões/ R$ 220 milhões por ano. Nossa expectativa é fazer um grande plano de sócio futebol para tentar fazer com que, em médio prazo, o Fluminense possa aumentar esse faturamento para uns R$ 300 milhões por ano, que seria um número mágico, em nossa opinião, para o Fluminense sobreviver e, ao mesmo tempo, ter grande time de futebol".

Ontem, a diretoria quitou os salários e valores referentes ao direito de imagem de abril. Desta forma, ainda está em débito os meses de maio e junho de CLT, o 13º do ano passado e quantas referentes aos direitos de imagens de alguns nomes do elenco.

O Fluminense, no início desta semana, rejeitou uma proposta do Flamengo pelo atacante Pedro, mas, depois, correu para quitar as dívidas que tinha com o atleta visando uma saída por meios judiciais.

Na última semana, a diretoria lançou ainda um pacote de ingressos para as próximas partidas no Maracanã. Posteriormente, Bittencourt explicou se tratar de uma medida mais imediatista, enquanto o programa de sócio caminha nos bastidores, e afirmou que esperava que a torcida "abraçasse" a iniciativa.

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