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Seleção Brasileira

Daniel Alves repete final de 2007 e supera Messi com atuação de gala

Daniel Alves foi um dos melhores em campo na vitória brasileira por 2 a 0 sobre a Argentina - Bruna Prado/Getty Images
Daniel Alves foi um dos melhores em campo na vitória brasileira por 2 a 0 sobre a Argentina Imagem: Bruna Prado/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

03/07/2019 04h00

O Brasil voltou a uma final de Copa América depois de 12 anos ao vencer a Argentina por 2 a 0 na noite de ontem, em Belo Horizonte. Um dos protagonistas dessa classificação foi Daniel Alves, capitão da seleção e único remanescente da última final - e do último título - do Brasil. E mais uma vez ele triunfou diante do astro Lionel Messi.

Os dois eram os únicos remanescentes da decisão de 2007, na Venezuela. Dani começou a partida no banco, entrou ainda no primeiro tempo e marcou o último gol da vitória brasileira por 3 a 0. Uma atuação que o colocou de vez como estrela da seleção, antes mesmo de chegar ao Barcelona e ser ídolo nos demais clubes da carreira.

Já Messi foi titular e jogou todos os minutos da derrota de 12 anos atrás. Não conseguiu conduzir a Argentina a um título, algo que não acontece desde a Copa América de 1993. Um roteiro que se repetiu no Mineirão. Messi tentou, arrancou, driblou, acertou a trave e parou em Alisson de forma impressionante após cobrança de falta.

Daniel Alves e Messi foram protagonistas ontem também nas entrevistas. O capitão brasileiro cobrou respeito ao trabalho da comissão técnica, enquanto o capitão argentino atacou a arbitragem de forma agressiva, surpreendendo os jornalistas do país, e prometeu estar junto dessa nova geração que resgatou um pouco a confiança dos torcedores alvicelestes.

A trajetória dos dois está sempre muito próxima. Daniel ostentou o posto de maior garçom de Messi no Barcelona. Ganharam ainda três edições da Liga dos Campeões da Europa nesta parceria (2009, 2011 e 2015). Nenhum conquistou uma Copa do Mundo. Messi até conseguiu ser finalista em 2014, no Brasil, quando Dani parou na semifinal com o histórico 7 a 1 para a Alemanha ficando no banco de reservas. Os alemães também foram algozes de Messi há cinco anos, como fizeram em edições anteriores.

Dani também fracassou na Copa de 2010, ainda que tenha sido um dos melhores daquela seleção que caiu nas quartas de final para a Holanda, e se frustrou com uma lesão que o tirou do Mundial do ano passado, na Rússia. Messi era um novato com pouco espaço na eliminação argentina para a Alemanha nas quartas de final de 2006. Em 2010, já como protagonista, parou de novo nas quartas para a Alemanha. Em 2018, sofreu com um time frágil e caiu nas oitavas para a campeã França.

Derrotar o rival e amigo mais uma vez, e com a impressionante atuação de ontem no Mineirão, significa muito para Daniel. Ele chega como capitão, pronto para tentar erguer a taça da Copa América no Maracanã lotado. O estádio não recebe a seleção desde 2013, quando o Brasil venceu a Copa das Confederações ao bater a Espanha por 3 a 0. Foi o terceiro título de Daniel pelo time canarinho.

Além da Copa América de 2007, conquistou também a Copa das Confederações de 2009 e com protagonismo na semifinal, como aconteceu agora contra a Argentina. Em jogo tenso, fez um bonito gol de falta contra a África do Sul a dois minutos do fim da partida.

Por ter saído do Brasil ainda cedo, aos 19 anos, em 2002, Daniel Alves sofre para consolidar sua identificação com a torcida da seleção. Sua lista de títulos é a maior da história do futebol, à frente até de Pelé, e ainda assim ele não figura entre os favoritos do público. Dá a cara em entrevistas, crítica jornalistas e torcedores e defende a causa da equipe verde e amarela de forma ferrenha. Uma atitude que muitas vezes incomoda.

Mas com o nível apresentado contra a Argentina, aos 36 anos, e a chance de erguer a taça no Maracanã, tudo pode mudar.

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