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Guerrero lidera Peru e se destaca entre jogadores que atuam no Brasil

Guerrero, da seleção peruana, vibra com pênalti convertido contra o Uruguai na Copa América - Sergio Moraes/Reuters
Guerrero, da seleção peruana, vibra com pênalti convertido contra o Uruguai na Copa América Imagem: Sergio Moraes/Reuters

Gabriel Carneiro

Do UOL, em Salvador

29/06/2019 18h36

O último duelo válido pelas quartas de final da Copa América reuniu quatro jogadores que atuam no futebol brasileiro na Arena Fonte Nova, em Salvador. O uruguaio Arrascaeta, do Flamengo, desafiou seu companheiro de time Miguel Trauco e outros dois peruanos, Paolo Guerrero, do Internacional, e Christian Cueva, do Santos. O trio foi quem levou a melhor, com direito a pênalti convertido pelo atacante do Internacional após empate sem gols no tempo normal.

Ao todo, 13 jogadores que atuam no futebol brasileiro foram convocados para a Copa América, mas só outros três continuam nas semifinais, além dos peruanos: Everton (Grêmio) e Cássio e Fagner (Corinthians), da seleção brasileira. Argentina e Chile não possuem no elenco atletas que jogam no país.

Caíram nas quartas de final Gatito Fernández (Botafogo), Gustavo Gómez (Palmeiras) e Derlis González (Santos), do Paraguai, Soteldo (Santos), da Venezuela, e Cuellar (Flamengo), da Colômbia. O equatoriano Arboleda (São Paulo) ficou pelo caminho ainda na primeira fase.

Christian Cueva (PER)

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Substituído aos 39 minutos do segundo tempo, criou poucas chances de gol para o Peru. Apenas um passe para infiltração de Guerrero que terminou com marcação de impedimento, ainda na etapa inicial, chamou atenção. Além disso, rodou a frente da área uruguaia sem levar grande perigo, com passes de lado e mais erros do que o comum. O próprio técnico Ricardo Gareca e Guerrero, capitão do time, deram broncas no camisa 8. Meia do Santos somou apenas uma assistência na Copa América até o momento e deixou a Arena Fonte Nova sem convencer. Terá nova chance de mostrar serviço na semifinal contra o Chile.

Giorgian De Arrascaeta (URU)

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Ganhou a vaga de Lodeiro no meio-campo do Uruguai e não teve má participação. Seus escanteios e cruzamentos pela esquerda levaram algum perigo e deram trabalho a Gallese. Proteção de bola para manter a posse também foi um dos recursos muito observados ao longo da partida, além das tentativas de achar Cavani e Suárez. No mais, uma atuação fria. No primeiro tempo chegou a fazer um gol de rebote após Luis Abram afastar mal a bola, mas Nández estava impedido na origem da jogada e o gol foi anulado. O flamenguista não decidiu, mas não decepcionou.

Miguel Trauco (PER)

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Teve muito trabalho com Nández e Torreira e bobeou poucas vezes. Atuação defensiva segura, apesar de não ter sido brilhante. Ofensivamente se apresentou pouco também. Em uma das únicas vezes fez boa tabela com Guerrero e cruzou em cima de Godín quando tentava encontrar Cueva.

Paolo Guerrero (PER)

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Foi um dos melhores jogadores do primeiro tempo, protegendo a bola, procurando o contato com Giménez e Godín e abrindo espaço para as chegadas de Carrillo e Flores. Usou muita velocidade e força física e chutou para fora as duas chances que teve. Caiu demais no segundo tempo, principalmente do ponto de vista físico. Brigou menos e correu menos. Mas, pelo menos guardou energia para cobrar seu pênalti alto, no canto direito de Muslera, sem defesa, e ajudar a definir a classificação.

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