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Fluminense aposta em fator Maracanã e promoção pode ter reflexo nos cofres

Uso do Maracanã, neste começo de Brasileiro, não tem sido rentável ao Fluminense - Lucas Merçon/Fluminense
Uso do Maracanã, neste começo de Brasileiro, não tem sido rentável ao Fluminense Imagem: Lucas Merçon/Fluminense

Alexandre Araújo

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

29/06/2019 04h00

O Fluminense tem uma aposta para que a equipe possa engrenar no retorno do calendário nacional: o Maracanã. O clube lançou um pacote de ingressos para as próximas cinco partidas no estádio visando o aumento do público a curto prazo e fazer com que o apoio da arquibancada possa ter eco na atuação dos comandados do técnico Fernando Diniz - batizaram o projeto de "Rumo à Libertadores". Ao mesmo tempo, a iniciativa pode ter reflexo nos cofres, fazendo com que os duelos em casa sejam mais rentáveis.

No vídeo divulgado pelo clube sobre o projeto, são usadas imagens de jogos marcantes no Maracanã (como nas quartas de final da Libertadores de 2008, contra o São Paulo, quando o atacante Washington garantiu a classificação com um gol de cabeça) e, ao fim, a frase "A arrancada começa agora. Venha fazer parte desta história".

Além da questão esportiva, há também o impacto financeiro. Até o momento, nesta edição do Campeonato Brasileiro, o Fluminense tem uma média de público de pouco mais de 22 mil torcedores, a oitava da competição, e uma ocupação média de 33%, com seguidos prejuízos.

No Brasileiro, das quatro partidas disputadas no Maracanã até a paralisação para a Copa América, em apenas uma o Tricolor teve lucro, que foi na oitava rodada, no clássico com o Flamengo, clube com o qual divide a gestão do estádio desde abril. O duelo, inclusive, apontou as distintas fases econômicas pelas quais os clubes passam.

O ponto que pode fazer com que os números sejam melhores para o Tricolor é o fato de o projeto contemplar também os não-sócios, aumentando a gama de torcedores impactados.

A iniciativa é a primeira da gestão de Mario Bittencourt, que assumiu o clube no último dia 10, ao lado do vice Celso Barros. Vale lembrar que o contrato de parceria com o Maracanã foi assinado na gestão de Pedro Abad e tem duração de seis meses, podendo ser prorrogado por mais seis.

Internamente, se pensa em uma boa preparação para a concessão definitiva do Maracanã porque, desta forma, será possível montar operações de jogos que sejam mais adequadas ao clube.

"Queria aproveitar a oportunidade para dizer que esperamos que o torcedor abrace essa primeira tentativa de resgate da nossa relação com eles. Gostaria muito que eles pudessem adquirir o pacote e encher o Maracanã nesses cinco jogos. A ideia foi justamente mostrar que, antes de qualquer coisa, eu preciso do torcedor. Precisamos do torcedor no estádio, isso é fundamental. Jogadores ficaram muito animados", disse Mario Bittencourt, durante entrevista coletiva concedida ontem (28).

Olhar voltado ao programa de sócios

O presidente Mario Bittencourt não esconde que demonstra preocupação com a baixa arrecadação do atual programa de sócio-torcedor do Fluminense, iniciativa que poderia impulsionar uma maior presença no estádio.

"Dizer que o Fluminense, hoje, talvez, dos clubes com maior potencial no futebol brasileiro, seja o que menos fatura com o programa de sócios. Faturamento é muito baixo anualmente, comparado a outros clubes", disse.

O mandatário tricolor apontou ainda que um novo projeto deve ser apresentado em breve, tendo como um dos objetivos aumentar os rendimentos destinados ao cofre do clube:

"Ainda não tivemos tempo de implementar nosso novo programa de sócio-futebol. Ele está sendo desenvolvido, em breve vamos dizer a data que vamos apresentar. Mas está sendo desenvolvido com cuidado e muito carinho para que possamos aumentar de forma exponencial a quantidade de sócios que contribuem com o Fluminense".

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