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Copa do Mundo Feminina - 2019


Médico da seleção crê em volta de Formiga e vê chance de Marta jogar 90 min

Marta concede entrevista coletiva no Stade du Hainaut, em Valenciennes - Assessoria/CBF
Marta concede entrevista coletiva no Stade du Hainaut, em Valenciennes Imagem: Assessoria/CBF

Ana Carolina Silva

Do UOL, em Lille (FRA)

20/06/2019 12h32

A seleção brasileira feminina ainda não sabe se vai enfrentar a Alemanha depois de amanhã (22), ou a França no domingo (23). Porém, seja qual for a adversária nas oitavas da Copa do Mundo, o Brasil deve ter Formiga em campo e pode ver Marta jogar por 90 minutos pela primeira vez nesta edição.

"Para o jogo eu acho que a Formiga tem condição de ir, a gente está bem confiante quanto a isso. Hoje é o primeiro dia ela (treinando) no campo, e ainda teremos amanhã (21) e provavelmente o sábado. Mas mesmo se o jogo for no sábado, dá para ela ir", disse Nemi Sabeh, médico da seleção, aos jornalistas presentes no treinamento em Lille.

A volante sofreu uma leve entorse no tornozelo esquerdo na derrota para a Austrália, no dia 13 de junho, cumpriu suspensão ao mesmo tempo e fez falta para a equipe na vitória sobre a Itália por 1 a 0. Em diversos momentos, foi possível notar um "buraco" no meio-campo brasileiro, e as laterais Tamires e Leticia tiveram de cortar a jogada para o centro constantemente. Andressinha, que substituiu Formiga, tem menos características defensivas, e Thaisa foi ligeiramente recuada.

Marta se recuperou de lesão na coxa esquerda, participou das duas últimas partidas e fez um gol de pênalti em cada. Porém, ainda não disputou um jogo completo: contra a Austrália, foi substituída no intervalo, e deixou o campo aos 39 do segundo tempo contra a Itália. Dependendo do que decidir o técnico Vadão, desta vez o Nemi Sabeh acredita que ela poderá ficar até o apito final. A estratégia usada até aqui foi de recuperação gradual, e a intenção era tê-la em condições ideais para o mata-mata.

"A evolução gradativa do retorno ao futebol não pode ser de imediato jogar os 90 minutos. Isso é uma proteção. Aguentar ela aguenta, mas eu não consigo trazê-la para um jogo completo, com alta performance, se ela ainda tiver um desconforto. Começamos com 45 minutos, depois com 60, e é provável que no terceiro ela consiga jogar o jogo todo. É um jogo de mata-mata, e nós queremos ver a Marta sangrando dentro de campo. Isso é o ideal", completou o médico.

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