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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Mundial de Clubes feminino com 12 times entra na pauta em novo calendário

Corinthians conquistou o tricampeonato da Libertadores em novembro no Uruguai - Twitter/Conmebol
Corinthians conquistou o tricampeonato da Libertadores em novembro no Uruguai Imagem: Twitter/Conmebol
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

23/12/2021 04h00

No estudo de viabilidade para alterar o calendário do futebol feminino e realizar a Copa do Mundo a cada dois anos, a Fifa incluiu o projeto de criar um Mundial de Clubes para as mulheres, que também seria bienal. A coluna revelou ontem (21) que a competição olímpica do futebol feminino pode limitar idade, sub-23, como o masculino caso a Copa bienal saia do papel.

"Caso o conceito bienal da Copa do Mundo seja implementado, uma sugestão seria organizar a Copa do Mundo de Clubes feminino em um ciclo bienal com início em 2024. Isso seria permitir que a Fifa use o ímpeto da Copa do Mundo feminina de 2023 [na Austrália e Nova Zelândia] como um trampolim para o lançamento da nova competição de clubes e garantiria a realização de um grande evento de futebol feminino a cada ano, alternando clubes e exposição da seleção nacional no nível mais alto", escreveram os profissionais da Fifa no relatório apresentado no início da semana aos 211 filiados.

A ideia, portanto, é que as Copas de seleções ocorram nos nos ímpares e a de clubes nos pares, já a partir de 2024 — o documento sugere que os meses de janeiro e agosto seriam os ideais para a nova competição. Há no documento até um esboço de formato: 12 clubes, que jogariam em sede única, a ser escolhida pelo Conselho da Fifa. Os clubes seriam divididos em quatro grupos de três, com o campeão de cada chave avançando às semifinais. Os vencedores se enfrentariam na final.

O documento diz que as duas primeiras edições poderiam ser com 12 participantes e, depois, aumentar. Há um problema, segundo a Fifa, para pensar agora em algo mais amplo: somente três das seis confederações têm hoje torneios continentais femininos de clubes — Uefa, Conmebol (com a Libertadores feminina) e a Confederação Africana.

"Antes de pensar em um campeonato mais amplo é preciso dar tempo para que Concacaf, AFC [Ásia] e a Oceania criem seus campeonatos continentais femininos, que seriam classificatórios para a Copa do Mundo de Clubes", diz o estudo da Fifa.

O projeto prevê um torneio longo, com duração de 22 dias — o Mundial de Clubes masculino com sete participantes, por exemplo, tem atualmente duração de nove a dez dias apenas. O documento não propõe número de clubes por continente, justamente porque algumas confederações nem competições desse nível ainda organizam.

Na América do Sul, a Conmebol organiza a Libertadores feminina desde 2009. Os clubes brasileiros venceram dez edições, sendo as três últimas, duas vezes com o Corinthians, atual campeão, e uma com a Ferroviária. Na Europa, o Barcelona (ESP) é o atual campeão europeu da Liga dos Campeões feminina, que ocorre desde a temporada 2001/2002. Na África a primeira edição do continental feminino de clubes ocorreu nesta temporada com o título do Mamelodi Sundowns, da África do Sul.