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Felipão não esconde insatisfação com Borja e elogia "tático" Carlos Eduardo

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Do UOL, em São Paulo (SP)

16/03/2019 19h24

O técnico Luiz Felipe Scolari elogiou bastante Carlos Eduardo após o atacante marcar um golaço e garantir a vitória do Palmeiras no clássico contra o São Paulo por 1 a 0, no Pacaembu, válido pela 11ª rodada do Campeonato Paulista. Em contrapartida, Felipão não fez política ao responder uma pergunta sobre a saída de Borja para a entrada do "herói do jogo".

Questionado se colocou Carlos Eduardo no lugar de Borja por estar insatisfeito com o colombiano e não ter outro centroavante para colocar no lugar, Felipão foi objetivo na resposta: "sim, foi isso que você concluiu", respondeu o treinador ao repórter.

Felipão disse que a entrada de Carlos Eduardo mudou o Palmeiras taticamente e, por isso, o time igualou o jogo no segundo tempo. Vale ressaltar que o São Paulo dominou o Verdão na primeira etapa. Segundo ele, o "herói do jogo" segurou mais a bola no ataque e fez o time jogar na etapa final.

"O Carlos Eduardo segurando lá na frente (bola) fez nosso time trabalhar mais. Isso que fez a diferença no segundo tempo. O Dudu foi fazer a função de meio, o Goulart de centroavante e passamos a reter mais a bola", explicou.

Felipão, inclusive, acredita que o primeiro gol marcado por Carlos Eduardo deve ajudar o jogador psicologicamente e, com isso, fazer com que ele renda mais nos próximos jogos.

"Não vamos esquecer que o Carlos Eduardo chegou em janeiro, estamos em março, não é do dia para a noite que vamos conseguir alguma coisa. Hoje conseguiu o gol e o aspecto psicológico que vinha vivenciando por não fazer o gol... E ele passa a ter uma atuação mais tranquila pelos jogos que ele tem que jogar. E os atletas vão conhecendo melhor o Carlos Eduardo e vamos ver o que podemos tirar de uma ação futura", disse.

Por fim, Felipão avaliou que o empate não seria nenhum absurdo no clássico por conta do que os dois times apresentaram no Pacaembu.

"Um resultado justo não existe no futebol quem aproveita vence e pronto. Pode ter uma equipe com 80% de posse de bola e não fazer o gol. O jogo foi equilibrado, se tivesse disso empate não seria catastrófico nem para nós e nem para o São Paulo", concluiu.

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