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Grêmio sente efeitos de time mais agudo e procura encaixe sem 'protetor'

Marinho é um dos artilheiros do Grêmio no ano, mas time ficou mais exposto com ele  - Lucas Uebel/Grêmio
Marinho é um dos artilheiros do Grêmio no ano, mas time ficou mais exposto com ele Imagem: Lucas Uebel/Grêmio

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

14/03/2019 12h00

O Grêmio de 2019 é ainda mais ofensivo que os times montados por Renato Gaúcho nos anos anteriores. Boa parte dessa evolução se deve a presença de Marinho, um dos três atletas que mais atuou na temporada. Com o camisa 30 pelo flanco, na vaga que era de Ramiro, a equipe perdeu um 'protetor' da defesa e ganhou mais drible, velocidade e poder de fogo.

O encaixe do Grêmio, sem Ramiro e com Marinho, ainda é motivo de análise na Arena.

Antes do raio-x atual, é preciso voltar um pouco no tempo para entender o contexto. Uma das primeiras medidas de Renato Gaúcho ao voltar ao Grêmio foi devolver Ramiro ao time titular. Com o então camisa 17, o meio-campo ganhou estabilidade. O lado direito, então, passou a dar suporte para o flanco oposto. Não à toa, Pedro Rocha, Fernandinho e Everton viraram protagonistas no Grêmio em 2016, 2017 e 2018 - respectivamente.

Agora, Everton e Pepê seguem desequilibrando, mas a conta ficou mais alta e tem sido difícil de pagar.

"Antes jogávamos com o Ramiro, tínhamos uma jogada muito forte com o Everton (pelo lado esquerdo) e o Ramiro ajudava o meio. Não temos mais o Ramiro, botei o Marinho e ele vem bem. É um estilo diferente por ser mais ofensivo", comentou Renato.

A evolução dentro do modelo de jogo virou rotina no Grêmio. De 2016 para 2017, o time agregou nova característica com os volantes. No ano passado, adotou um jogo mais fluído e com dose maior de ofensividade. Agora, chegou em nova etapa dentro da filosofia.

"O Grêmio era ofensivo e ficou ainda mais ofensivo. Lógico que ele (Marinho) não recompõe tanto, mas ganha por outro lado. Até agora deu certo", defendeu o treinador do Grêmio.

Além de ter Marinho pelo lado, o Grêmio também tem repetido um princípio de jogo que deixa a defesa mais exposta. Os dois laterais apoiam simultaneamente e exigem maior intensidade dos volantes. Com atuações ruins, o setor de marcação foi surpreendido contra Rosario Central e Libertad, pela Libertadores. A condição física de Leonardo, presente em todas as partidas do Grêmio no ano, também expôs o lado direito defensivo. A reboque veio um desempenho diferente da dupla de zaga e, na última terça-feira, a primeira derrota na temporada.

"Não é por uma derrota que está tudo errado. Que temos que mudar. Jogamos mal, algumas peças não funcionaram, mas não é por uma derrota que tudo está errado", repetiu Renato Gaúcho. "O nosso grupo trabalha muito, trabalha bem. O Grêmio perdeu e parece que o mundo vai acabar. O Grêmio perdeu, gente. Ponto. Vamos corrigir, mas não é o fim do mundo. Não está tudo errado. Está tudo certo, mas hoje deu errado", frisou.

Autor de quatro gols no ano, Marinho divide artilharia no Grêmio com Everton e Pepê, mas saiu do último jogo com dores musculares e será reavaliado pelos médicos. Se for vetado, o Grêmio tem como alternativas para a função Walter Montoya, Pepê, Diego Tardelli e Alisson. Ou então pode promover a entrada de mais um volante com adaptação de algum nome no lado direito do meio-campo.

No domingo, o Grêmio recebe o Internacional, às 19h (Brasília). O Gre-Nal 418 vale pela penúlitma rodada da primeira fase do Campeonato Gaúcho.

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