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Novos reforços demoram a se firmar e há até quem nem jogou pelo Atlético-MG

Martín Rea, zagueiro do Atlético-MG, ainda não entrou em campo pelo time - Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG
Martín Rea, zagueiro do Atlético-MG, ainda não entrou em campo pelo time Imagem: Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

20/09/2018 04h00

O Atlético-MG contratou oito jogadores para o segundo semestre a fim de dar uma resposta para a torcida e melhorar o elenco para 2018. Os reforços, no entanto, ainda não engrenaram - somente dois tiveram sequência entre os titulares. Diante disso, Thiago Larghi recorre a quem já estava no plantel para montar a equipe.

Desde a parada para a Copa do Mundo, em junho passado, a diretoria buscou o zagueiro Martín Rea, o volante José Welison, os meias David Terans, Edinho e Nathan e os atacantes Yimmi Chará, Leandrinho e Denílson. Destes, somente Chará e Zé Welison têm rendido e atuado entre os titulares com mais frequência.

Comprado por US$ 6 milhões (R$ 22,2 mi à época) do Junior Barranquilla, da Colômbia, Chará atuou em 11 dos 13 jogos feitos pelo Galo desde o fim do Mundial na Rússia. O gringo de 27 anos se ausentou de duas partidas para defender a Colômbia durante a data Fifa. Em campo por 926 minutos, deu três assistências e fez um gol.

Yimmi Chará é titular, mas ainda não convenceu no Atlético-MG - Pedro Vilela/Getty Images - Pedro Vilela/Getty Images
Yimmi Chará é titular, mas ainda não convenceu no Atlético-MG
Imagem: Pedro Vilela/Getty Images

Emprestado pelo Vitória e com pré-contrato para assinar por cinco anos, Zé Welison fez o mesmo número de partidas do estrangeiro. O volante, no entanto, se tornou reserva desde a recuperação de Adilson. Ele foi acionado nos jogos contra São Paulo e Atlético-PR neste período.

Os demais contratados tiveram poucas oportunidades. David Terans custou 1 milhão de euros (R$ 4,82 mi na cotação atual) aos cofres do Galo, conforme apurado pelo UOL Esporte. O uruguaio se mudou para Belo Horizonte vindo do Clube Atlético Rentistas, de seu país. Apesar do investimento, pouco entrou em campo desde que chegou. A sua estreia foi contra o Grêmio. De lá para cá, disputou nove partidas, apenas uma como titular, e deu um passe para gol. Ele foi o responsável pela assistência para Leonardo Silva no triunfo por 2 a 0 sobre o Paraná. O estrangeiro ficou em campo por 203 minutos e ainda não justificou a sua contratação pelo Galo.

Denílson trocou o Granada, da Espanha, pelo Atlético-MG por 300 mil euros (R$ 1,4 mi na cotação atual). O centroavante chegou à Cidade do Galo para ser o reserva imediato de Ricardo Oliveira. A sua contratação, inclusive, fez com que o jovem Alerrandro, promessa das divisões de base, retornasse ao time sub-20. O problema é que Denílson não tem entrado em campo com muita frequência.

Desde que chegou à Cidade do Galo, ele só participou de três partidas, todas na condição de reserva. A sua permanência em campo se limitou a 74 minutos. O atleta de 23 anos não entra em campo desde 26 de agosto passado, quando o Atlético perdeu para o Vitória, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Edinho tenta se firmar no Galo - Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG - Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG
Edinho tenta se firmar no Galo
Imagem: Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG

Edinho deu indícios de que poderia ser mais um dos reforços utilizados com frequência por Thiago Larghi. Logo que chegou, assumiu a condição de titular ao lado de Yimmi Chará. Entretanto, em sua primeira partida, sofreu uma lesão na coxa esquerda que o impediu de ter sequência no time. Após quase dois meses fora de combate, voltou à lista de relacionados no triunfo sobre o Atlético-PR, mas não foi acionado. Diante do Cruzeiro, ficou em campo por 12 minutos.

"No Atlético tem jogadores excelentes. Então, a gente, quando está na reserva, tem que brigar pela posição, botar uma dúvida na cabeça do treinador. No meu caso, me dedico bastante. Fico muito pensativo sobre o que fazer nos treinamentos e jogos. Nós, jogadores, quando estamos no time de baixo, no reserva, nos cobramos bastante. Mas eu me cobrou, porque quero estar no time titular", disse Edinho ao ser questionado pelas poucas chances dos novos reforços.

Leandrinho foi emprestado pelo Napoli, da Itália, ao Atlético. Na Cidade do Galo desde junho passado, o jovem de 19 anos fez a sua estreia somente em 5 de setembro, quando ficou em campo por 26 minutos no triunfo sobre o São Paulo. Contudo, não agradou, tanto que permaneceu no banco de reservas durante o jogo contra o Atlético-PR e nem sequer foi relacionado para enfrentar o Cruzeiro, no último domingo.

A situação do atleta é explicada por uma suposta irregularidade e um problema clínico. O atleta teria que se ausentar por dois jogos devido a uma suspensão recebida no período em que esteve na Itália. A ausência, todavia, foi muito maior que isso. A explicação é dada por um grande desequilíbrio muscular de Leandrinho. Ele segue tratando este problema internamente com fisiologistas e preparadores.

Nathan chegou ao Galo emprestado pelo Chelsea, da Inglaterra. Badalado pelo fato de ter vínculo com um dos maiores clubes do futebol europeu, o jogador teve chances em Belo Horizonte - foi escalado em cinco jogos da equipe. Porém, jamais correspondeu. Sem participar de lances que resultaram em gol, perdeu espaço após uma atuação ruim diante do Vitória. Há quatro jogos como reserva do time, ainda não foi acionado por Thiago Larghi.

“Nathan mostra que tem qualidade, é um jogador sério, trabalhador, mas é jovem. Mas tem ainda a oscilação", disse Larghi ao tirá-lo do time.

Emprestado pelo Danubio, do Uruguai, ao Atlético-MG, o zagueiro Martín Rea foi a última contratação do ano - e a mais curiosa delas. Ao chegar, ele disse que teria condições de atuar. No entanto, jamais entrou em campo pelo time de Thiago Larghi e não apareceu entre os relacionados em nem um jogo sequer. A despeito da falta de chances na equipe, treina normalmente com o elenco.

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