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Por que o Botafogo não fez a obra em buraco que atrasa Fla na Arena da Ilha

Cratera ao lado das arquibancadas inviabilizou abertura imediata da Arena da Ilha - Joel Silva/Folhapress
Cratera ao lado das arquibancadas inviabilizou abertura imediata da Arena da Ilha Imagem: Joel Silva/Folhapress

Bernardo Gentile e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

07/04/2017 04h00

Centro de uma polêmica por conta da demora nas obras da Arena da Ilha, o problemático rio que passa sob as arquibancadas do estádio não chega a ser um fato novo para os clubes que alugaram o campo da Portuguesa. O Botafogo, que utilizou o local em 2016, sabia da existência do córrego, mas entendeu que o mesmo não lhe traria problemas e rechaçou qualquer obra na ocasião. Hoje, ele atrapalha o Flamengo, que pretende usar o local. 

O episódio veio à tona na última quinta. Inicialmente, a ideia do clube rubro-negro era ter o estádio apto para treinos na segunda quinzena de fevereiro e pronto para a estreia no dia 8 de março. A descoberta do buraco, no entanto, deve atrasar esse cronograma em dois meses. 

Segundo pessoas ligadas ao Botafogo e à administração do estádio, o piso, que poderia ceder em função da instabilidade do solo na região, suportaria o peso da então arquibancada botafoguense – menor que a atual, construída pelo Flamengo.

Ainda assim, o clube alvinegro se prontificou a reparar, por precaução, o lugar. Para isso, no entanto, solicitaram que a Portuguesa abatesse parte do aluguel que era pago. Sem acordo para redução e valores, a obra não ocorreu.

Quando assumiu o estádio, o Flamengo ampliou a arquibancada local e, ao perfurar o solo para instalar um poste de iluminação, verificou a necessidade de reparos. Questionado pela demora na obra, a diretoria atacou o Botafogo, que não teria informado os problemas. Os botafoguenses não aceitaram as críticas e elevaram o tom na resposta.

“O Botafogo não tem absolutamente nada a ver com a obra do Flamengo, que aluga o estádio da Portuguesa. Em 2016 fizemos um projeto para a Arena do Botafogo e obras que eram necessárias para que a arquibancada fosse construída com total segurança. Temos todos os laudos e tranquilidade total sobre o assunto”, argumentou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira.

O Flamengo, por sua vez, acusa o Botafogo de “esconder” o problema. "Eles sabiam do problema! Nós soubemos em fevereiro e daí em diante estamos tomando todas as medidas para resolver, coisa que eles não fizeram. Quem é responsável e honesto resolve o problema! Quem é irresponsável e desonesto, esconde, não resolve e lida com coisa séria fazendo graça”, atacou o vice-presidente administrativo do Rubro-negro, Rafael Strauch, no Twitter. 

Mais ponderado e evitando brigas, o vice de patrimônio do Flamengo, Alexandre Wrobel, explicou o estágio atual da obra. “A obra que está sendo realizada desde então e está em vias de ser finalizada. A nossa expectativa é que nos próximos 15 dias essa obra seja concluída e que o estádio passe por todas as vistorias. O Flamengo não tem absolutamente nada a esconder, está absolutamente ciente da sua responsabilidade e tem agido assim desde então”, concluiu.

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