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Alvo do Corinthians, Clayton custou caro e amarga banco no Atlético-MG

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

22/03/2017 04h00

Clayton foi o grande nome do Figueirense na temporada 2015. O atacante de 21 anos marcou 17 gols durante todo o ano, despertando a atenção de grandes clubes do país. Para vencer Palmeiras e Corinthians na disputa pelo jogador, o Atlético-MG gastou cerca de R$ 13 milhões para comprar parte dos direitos, além de emprestar o atacante Rafael Moura à equipe catarinense.

O esforço da diretoria foi bastante comemorado pela torcida, pois se tratava de uma grande promessa. A estreia de Clayton pelo Atlético aconteceu no dia 13 de março de 2016, pelo Campeonato Mineiro, num clássico com o América e com gol. Começo animador, para quem chegou à Cidade do Galo com status de grande revelação do futebol brasileiro.

Esforço que não se repetirá para que Clayton seja mantido na Cidade do Galo. Pretendido pelo Corinthians, o atacante segue sem conseguir se firmar como titular do Atlético. De acordo com apuração do UOL Esporte, Clayton seria trocado por Marlone, que pertence ao clube paulista. O negócio seria por empréstimo até o final de 2017.

Pouco mais de um ano após a estreia pelo Atlético, o atacante é apenas mais uma opção de banco para o técnico Roger Machado. Desde o começo de caminhada em Belo Horizonte, o camisa 23 alterna os momentos entre titular e reserva. Dos 52 jogos já disputados até o momento, o atacante começou jogando em 29 oportunidades e entrou no decorrer da partida nas outras 23 vezes.

Muito pouco para quem foi o maior investimento do Atlético na temporada 2016. E Clayton está ciente disso. Durante a pré-temporada, o atacante admitiu que ficou devendo nas primeiras atuações pelo Atlético e lamentou o fato de sair do time quando começou a ter uma boa sequência de jogos.

"Para essa temporada eu estou mais esperançoso, para ter mais sequência de jogos e mais qualidade nos jogos. Acho que no ano passado, quando eu cheguei, não fiz boas partidas, o que acabou me deixando sempre como segunda ou terceira opção. Na minha melhor fase, no final do ano, tive minha sequência interrompida, sem nenhuma explicação. Mas jogador de futebol é isso. A gente trabalha e procura o melhor possível para ajudar a equipe", disse o atacante, que tem oito gols com a camisa atleticana.

E o último deles foi no único jogo como titular em 2017, no empate em 2 a 2 com a Chapecoense, pela Primeira Liga. Jogo em que o técnico Roger Machado escalou somente jogadores reservas. Nas outras cinco vezes em que atuou nesta temporada, Clayton saiu do banco de reservas.

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