Cara ou coroa já era! Árbitros personalizam moedas e dão brinde aos atletas
A imagem é clássica: o árbitro de futebol chama os dois capitães para o meio do gramado e decide o lado do campo em um “cara ou coroa”, presente no futebol desde a criação de suas primeiras regras, em 1863.
A curiosidade, no entanto, fica justamente pela personagem principal dessa sequência: a moeda. Há tempos os homens do apito deixaram de lado os artefatos tradicionais e passaram a usar artigos personalizados.
“Eu não uso moeda de dinheiro, uso uma personalizada que eu mando fazer com meu nome. Ela tem a cor amarela com meu nome de um lado e a cor cinza do outro”, afirmou Anderson Daronco, árbitro Fifa de 35 anos.
No caso de Marcelo Aparecido Ribeiro, a moeda utilizada não é uma personalizada por ele, mas pela Fifa. O árbitro de 43 anos faz uso de um artigo da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
“Eu ganhei a moeda da Fifa de um amigo que esteve na Copa do Mundo de 2014. Ela tem de um lado a marca do fair-play e o logo da Fifa de outro. Essa é a moeda que eu uso. Tem alguns árbitros que mandam fazer moedas personalizadas, mas não é meu caso”.
Moeda vira disputa no início do jogo
A personalização das moedas fez com que Leandro Pedro Vuaden, de 41 anos, passasse a usá-las como uma maneira de presentear os jogadores. Antes de cada jogo, o árbitro entrega o artigo para o capitão vencedor do sorteio.
“Em 2008, antes da partida entre Palmeiras e Fluminense, um dos meus assistentes sugeriu que eu desse a moeda do sorteio para o capitão que vencesse o cara ou coroa. Desde então, eu mando confeccionar as moedas personalizadas e dou para o capitão vencedor”.
A “disputa” de Vuaden é famosa no meio do futebol e, de acordo com ele, já rendeu reclamação de um dos capitães. “Teve uma vez que a remessa de moedas atrasou e eu fiz o jogo com uma de 5 centavos. E o capitão que ganhou o sorteio falou: ‘quando eu ganho, não tem moeda, você vem com essa desculpa”.
Mesmo sem revelar quem seria o jogador que ficou sem a moeda, Vuaden afirmou que tempos depois reencontrou o atleta e, enfim, entregou o artigo para ele. “Ele perdeu o sorteio e quando ia indo embora, eu pedi para ele esperar e tirei uma moeda do meu bolso: ‘a tua está aqui, eu estava te devendo’”.
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