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Futebol é 'calcanhar de Aquiles' da gestão Bandeira e gera discussão no Fla

A gestão Eduardo Bandeira de Mello ainda deixa a desejar no futebol do Flamengo - Júlio César Guimarães/ UOL
A gestão Eduardo Bandeira de Mello ainda deixa a desejar no futebol do Flamengo Imagem: Júlio César Guimarães/ UOL

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

26/04/2016 06h00

O Flamengo coleciona fracassos recentes no futebol. O carro-chefe do clube mais popular do país teve na conquista do Campeonato Carioca de 2014 o último ato de glória. A gestão Bandeira de Mello também levantou a Copa do Brasil em 2013. Foi o que se viu em 12 competições disputadas.

Se a condução financeira e jurídica do clube é elogiada por especialistas e exaltada pela torcida, o mesmo não se pode dizer do futebol, o “calcanhar de Aquiles” do presidente Bandeira e de seus pares. O time brigou contra o rebaixamento no Brasileirão em 2013 e 2014. No ano passado, foi mais uma vez irregular, flertou com o G-4 e frustrou a torcida.

Os números são decepcionantes. As três eliminações consecutivas para o Vasco - Carioca de 2015, Copa do Brasil de 2015 e Carioca de 2016 - não foram digeridas por conselheiros e figuras políticas da Gávea. As críticas têm como base as promessas de campanha da Chapa Azul, encabeçada por Eduardo Bandeira de Mello na última eleição.

Ficou claro que o futebol seria a prioridade absoluta depois que o clube evoluiu nas finanças. A necessidade de conquistar títulos e materializar o trabalho com bons resultados foi admitida a cada entrevista no período eleitoral. Em 4 de dezembro de 2015, o presidente Eduardo Bandeira de Mello conversou com o UOL Esporte sobre o tema.

“A dívida deixou de ser problema no Flamengo. Nossa dívida foi diminuída, equacionada e perdeu a expressão que tinha. Podemos nos voltar para o futebol, que é a atividade fim do Flamengo. Reconheço que estamos devendo. A nossa situação financeira caminha para a estabilização. Precisamos investir na qualificação do time, em infraestrutura, excelência em performance e nas categorias de base. O segundo mandato será uma continuidade do primeiro, mas com possibilidades de satisfazer os anseios da torcida no futebol”, afirmou.

TRECHOS DA ENTREVISTA DE BANDEIRA AO UOL ANTES DA REELEIÇÃO

UOL Esporte

O sonho do mandatário ainda não foi alcançado. Em um mês, o Flamengo foi eliminado da Primeira Liga e do Campeonato Carioca. Restam apenas a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro para buscar um título em 2016. A oposição, grupos de conselheiros e parte da torcida cobram mudanças, principalmente na contratação de jogadores.

A reportagem entrou em contato com o vice-presidente de futebol Flávio Godinho. O departamento mais importante do Rubro-negro considera as críticas justas, mas não terá alterações no comando e na comissão técnica. O Flamengo aposta no projeto idealizado para conseguir sucesso no futebol.

“Assumi a vice-presidência no início da temporada. Vamos apostar na sequência do trabalho e na competência da comissão técnica. Para tanto, vamos reforçar a zaga e fazer algumas contratações pontuais para a disputa do Brasileiro”, disse.

“Os questionamentos são mais do que justos, já que o Flamengo se alimenta de vitórias. O futebol foi cuidadosamente planejado para o segundo mandato do Bandeira. Seria um retrocesso optar por qualquer solução de continuidade no trabalho da comissão técnica. Equivaleria a tentar atravessar uma lagoa, cansar na metade do caminho e voltar”, completou.

Ao Blog do Rodrigo Mattos, Eduardo Bandeira de Mello previu frutos no futebol, elogiou o trabalho desenvolvido nos bastidores do Ninho do Urubu e disse que a eliminação para o Vasco foi em um jogo pontual.

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