PUBLICIDADE
Topo

Futebol

Corinthians, São Paulo e Flamengo desejam Conca. O Flu tenta mantê-lo

Paulo Vinicius Coelho

Especial para o UOL, em São Paulo

30/12/2014 15h51

O Corinthians não foi o único clube a tentar a contratação do meia argentino Conca, do Fluminense. O Flamengo e o São Paulo também conversaram com a Unimed para entender a intenção da ex-parceira do Flu. O Corinthians está mais próximo do presidente da Unimed, Celso Barros, mas esbarra na falta de dinheiro para concretizar o negócio.


Há outro entrave.

No processo de ruptura do acordo entre Unimed e Fluminense, ficou o compromisso da patrocinadora de honrar os pagamentos deste ano. No caso de Conca, significa pagar um terço do salário. O argentino recebe R$ 250 mil do Fluminense e o restante da ex-parceira.

Até outubro, a idéia do presidente Peter Siemsem era manter a Unimed como patrocinadora de camisa. O acordo seria mais tímido do que nos últimos anos, não incluiria a contratação de jogadores, mas o nome da cooperativa de saúde permaneceria na camisa do clube.

Sem o aporte financeiro da Unimed, o plano de Siemsem continua sendo um time com a base de 2014 recheada por atletas baratos, vários deles das divisões de base. A confiança é amadurecer garotos como os zagueiros Marlon e Elivélton, o volante Rafinha e o meia Gérson, com a convivência com os experientes, em especial Diego Cavalieri e Conca.

Há uma diferença entre Conca e Fred: o centroavante custa mais caro. A idéia não é perder Fred, mas o Fluminense aceita conversar sobre o atacante por causa da dívida de R$ 2,8 milhões e do custo mensal do salário.

Conca é visto de outra maneira. Nenhum jogador do futebol brasileiro custo benefício tão positivo em 2014. O Fluminense paga R$ 250 mil mensais, Conca só desfalcou o time em uma rodada do Brasileirão, fez nove gols e deu dez passes - só Everton Ribeiro deu mais assistências.

"Não temos interesse de nos desfazer do jogador", diz o diretor-executivo Fernando Simone. "Muita gente fala, mas não nos chegou nenhuma proposta", conclui.

A razão é a dificuldade da operação. A Unimed tem interesse de ver Conca na Libertadores. Aumentaria sua visibilidade e poderia representar uma venda futura. Para forçar a barra, já se diz que a patrocinadora atrasa os pagamentos que lhe cabem. Nesse caso, pode aumentar a vontade de Conca deixar as Laranjeiras.

Mas não diminui, por enquanto, o desejo de o Fluminense continuar com seu meia. O São Paulo fez uma consulta e entendeu a dificuldade do negócio. Está por perto, sem fazer proposta concreta.

O Flamengo também: "Quem não gostaria de ter Conca? Mas os valores são extremamente elevados", diz o vice de futebol, Alexandre Wroebel.

Resta o Corinthians. Nos últimos trinta dias, o presidente Mario Gobbi lutou para ter o dinheiro suficiente e pagar a folha de pagamento, na faixa de R$ 9 milhões. Também há dificuldade para fazer o pagamento que confirmará a contratação do atacante Dudu, que disputou o Brasileirão pelo Grêmio. Mas há eleição para presidente, marcada para 6 de fevereiro.

A operação é intrincada. A Unimed faz força política para tirar Conca do Fluminense e o Corinthians sabe disso. Por outro lado, não tem dinheiro e o Flu pressiona para a ex-parceira honrar o que combinou. Neste caso, manter Conca nas Laranjeiras.

É possível que o negócio se arraste e Conca não seja uma carta no baralho eleitoral corintiano. Mas pode ser uma figurinha para o álbum do Campeonato Brasileiro, que começa em maio.

Futebol